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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Renato Russo

(Rio de Janeiro/RJ, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro/RJ, 11 de outubro de 1996)

Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior, nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960, filho do economista Renato Manfredini, funcionário do Banco do Brasil e de Dona Maria do Carmo, professora de inglês.

Renaato aprendeu inglês ainda pequeno quando morou, dos 7 aos 10 anos, em Nova York. Uma nova transferêcia do pai levou o menino, já com 13 anos, a Brasília que tanto marcou sua música.

Renato Russo teve uma infância e adolescência de classe média alta, típica do pessoal de Brasília. Entre os 15 e os 17 anos de idade, enfrentou várias operações e viveu entre a cama e a cadeira de rodas, combatendo uma doença óssea rara chamada epifisiólise.

Em 1978, inspirado pelo Sex Pistols, Renato formou o grupo "Aborto Elétrico", que, no vai e vem de integrantes, contou com participações de Fê e Flavio Lemos (depois do "Capital Inicial"), Ico Ouro Preto e André Pretorius.

Em 1982, Renato Russo abandonou o "Aborto Elétrico" e passou a fazer trabalhos solos. Nesse período, ficou conhecido como "O Trovador Solitário". Quando a lendária "cena de Brasília" já era uma força underground reconhecida, Renato Russo formou a "Legião Urbana" com Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Paulista. Um ano depois, Paraná e Paulista deixaram a banda e entrou Dado Villa-Lobos.

Quando Renato Rocha se juntou a banda em 1984, a "Legião Urbana" já havia se apresentado diversas vezes em Brasília e nos célebres shows no "Circo Voador", no Rio de Janeiro e no Napalm, em São Paulo. O sucesso dos shows do "Legião Urbana", levou-os, rapidamente, a um contrato com a EMI-Odeon. No primeiro dia do ano seguinte saiu o primeiro álbum, "Legião Urbana", que emplacou os hits "Geração Coca-Cola", "Ainda é Cedo" e "Será".

Com seus refrões poderosos e letras que falavam de inseguranças emocionais e do niilismo da geração crescida durante o regime militar, o "Legião Urbana" agradou os jovens brasileiros. A receita foi aperfeiçoada no álbum seguinte, "Dois", melhor tocado, melhor gravado e mais elaborado. Sucessos como "Eduardo e Mônica" e "Quase Sem Querer" falavam uma língua que qualquer jovem urbano brasileiro dos anos 80 podia entender e se identificar.

"Dois" consolidou Renato Russo como um dos maiores popstars do país. Já na turnê desse segundo disco, começou a aparecer o Renato Russo estrela: seus shows incluíam discursos pregadores (o adjetivo "messiânico" aparecia em nove entre dez matérias sobre o grupo) e um alto consumo de drogas e álcool.

Em 1987, foi lançado terceiro álbum, "Que País É Esse", gerando hits, como "Faroeste Caboclo", e mais uma turnê nacional de sucesso. Em 1989, sai o álbum "As Quatro Estações" que inaugurou a fase mais madura da banda, tanto no som, menos pop, como nas letras, abordando assuntos como AIDS e homossexualismo. Em "Meninos e Meninas", Renato sugere bissexualidade. Logo depois, numa história entrevista à revista Bizz, Renato confirmava o fato.

O álbum "V", lançado em 1991, veio carregado de uma tristeza que refletia a instabilidade emocional-psicológica vivida por Renato. A turnê que se seguiu teve que ser interrompida devido ao seu precário estado de saúde.

O "Descobrimento do Brasil", de 1993, acabou sendo o último disco da banda (A Tempestade, é um disco solo de Renato com participações de Dado e Bonfá). A partir de "Descobrimento", Renato Russo deu vazão a seus projetos solo e lançou "The Stonewall Celebration Concer"t e "Equilíbrio Distante".

O primeiro, cantado em inglês, foi homenagem ao grande amor de sua vida que morreu de overdose. Renato Russo fez, então, seu disco mais militante ao o orgulho de ser gay, ao som de covers da Broadway e Madonna. Stonewall é o nome de um bar nova-iorquino onde, num célebre acontecimento em 1969, gays se rebelaram contra a ação política. "Equilíbrio Distante" traz Renato Russo interpretando canções italianas, uma das manias do cantor.

Renato Russo era HIV positivo desde 1990, mas nunca assumiu publicamente a doença. Desde a época de "Descobrimento do Brasil", Renato andava recluso e arredio e evitava a imprensa. As suspeitas se comprovaram em 11 de outubro de 1996 com sua morte por broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária -consequências da AIDS -, pesando só 45 quilos.

Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

Durante sua carreira, Renato Russo teve quatro livros publicados e, após sua morte, três livros foram lançados sobre ele, sendo um deles "Conversações com Renato Russo", que contém trechos de entrevistas mostrando o seu ponto de vista sobre o rock, a homossexualidade (incluindo a sua própria), o mundo, as drogas e a política. "Depois do Fim", de Angélica Castilho e Erica Schlude (ambas da UERJ), "Poesia em Renato Russo - Análise e Interpretação", de Eziel Percino (bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de Literatura Brasileira, bacharel em Teologia pelo STBI). Vale ser citado como bibliografia referencial os livros "O Trovador Solitário" e "BRock - O Rock Brasileiro nos Anos Oitenta", ambos de Arthur Dapieve.

Discografia

Discos solo

The Stonewall Celebration Concert (1994)
Equilíbrio Distante (1995)
O Último Solo (1997) (póstumo)
Série Identidade: Renato Russo (2002) (coletânea)
Para Sempre (2002) (coletânea)
Presente (2003) (póstumo)
O Talento de Renato Russo (2004) (coletânea)
Série Bis: Renato Russo - Duplo (2005) (coletânea)

Discografia com a "Legião Urbana"

Álbuns de estúdio

Legião Urbana (1985)
Dois (1986)
Que País É Este 1978/1987 (1987)
As Quatro Estações (1989)
V (1991)
O Descobrimento do Brasil (1993)
A Tempestade (ou O Livro dos Dias) (1996)
Uma Outra Estação (1997) (póstumo)

Coletâneas

Música para Acampamentos (1992) (coletânea de gravações ao vivo)
Mais do Mesmo (1998) (póstumo)

Trilhas

A Era Dos Halley (2007) (especial de tv gravado originalmente no ano de 1985-vários artistas-Legião Urbana participa com a faixa "O Senhor Da Guerra") (póstumo)

Álbuns ao vivo

Acústico MTV Legião Urbana (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
Como É que Se Diz Eu Te Amo (2001) (gravado ao vivo em 1994 na turnê de "O Descobrimento do Brasil") (póstumo)
As Quatro Estações ao Vivo (2004) (gravado ao vivo em 1990 na turnê de "As Quatro Estações") (póstumo)

Videografia
Acústico MTV (1999) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)
Renato Russo Entrevistas (2006) (DVD lançado pela MTV com entrevistas guardadas durante 10 anos) (póstumo)
Acústico MTV Série Bis DVD+CD (2007) (gravado ao vivo em 1992) (póstumo)

Fontes: Sites Casa do Bruxo, Wikipédia, Site Oficial Renato Russo. 

Ronaldo Resedá

(Rio de Janeiro/RJ, 16 de outubro de 1945 — Rio de Janeiro/RJ, 12 de setembro de 1984)

Foi aluno de Lane Dalle. Posteriormente, profissionalizou-se e passou a dar aulas de jazz. Muitos artistas, atualmente famosos, passaram por suas turmas, como: Lauro Corona, Marília Pêra, Lucélia Santos e Zezé Motta.

Investiu na carreira de cantor. Em 1976, inicia a carreira como cantor no espetáculo "Camarim", dentro da série "Mostragem" do Teatro Opinião, sob a direção de Eduardo Dusek. Nesse mesmo período, apresentou-se ao lado de Angela Rô-Rô e Marina Lima.

Na década de 70 era figurinha fácil nas trilhas sonoras de novelas. Seu primeiro grande sucesso foi "Kitch Zona Sul", que fez parte da trilha sonora da marcante novela "Dancin Days". Em 1979, alcançou seu maior sucesso com a música "Marrom Glacê", que fez parte da trilha da novela homônima. No clipe marcante da música, ele aparecia no cenário de uma grande festa, cantando e dançando. Em 1980, mais uma música faz parte de uma trilha de novela. Dessa vez foi "A Última Moda", da novela "Plumas e Paetês". Participou ainda da trilha da novela "Feijão Maravilha".

Como cantava basicamente disco music, ganhou o epíteto Kid Discoteca. Teve apenas dois discos gravados.

Em 1980, realizou sua última apresentação em público, atuando como bailarino no show de Rita Lee na Rede Globo.

Sua carreira foi interrompida em 1984, quando faleceu devido a um AVC. Existem versões de que a morte tenha ocorrido por complicações decorretnes da AIDS.

Roberto Ribeiro

(Campos dos Goytacazes/RJ , 20/07/1940 - Rio de Janeiro/RJ, 08/01/1996)

Conhecido como Roberto Ribeiro, mas batizado por seus pais, filho de Antônio Ribeiro de Miranda e Júlia Maciel Miranda, como Dermeval Miranda Maciel, era um carioca típico, apaixonado por samba e futebol.

Jogava em um time de futebol ( como goleiro ) de sua cidade natal, mas em 1965 dirige-se para o Rio de Janeiro visando tentar a sorte em um grande clube carioca. Chegou a treinar no Fluminense, mas o samba falou mais alto.

Ainda na década de 60 passou a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da rádio Mauá. Liette (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas encantou-se com seu trabalho e resolveu apresentá-lo ao Império Serrano, escola de samba tradicional do Rio de Janeiro, no subúrbio de Madureira.

A paixão recíproca se instala e Roberto passou a freqüentar as rodas de samba da verde e branco da Serrinha ( como o Império Serrano é conhecido). Logo os diretores da escola perceberam o seu talento e o convidaram a ser puxador do samba da escola na avenida, no carnaval de 1971.

Depois de dois anos afastado, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da escola, defendendo o microfone da agremiação de 1974 a 1981. Dentre as muitas músicas compostas, Roberto Ribeiro teve por duas vezes sambas-enredos vencedores no concurso da agremiação imperiana. Em 1977 a escola leva para a avenida o seu belo samba "Brasil, Berço dos Imigrantes", em parceria com o cunhado Jorge Lucas; e em 1979 , "Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias", com Jorge Lucas e Edson Passos.

Ao mesmo tempo em que caiu de corpo e alma no mundo das escolas de samba, sua carreira como cantor deslanchou. Fez sucesso em todo o país com músicas como: "Tempo Ê" (Zé Luiz e Nelson Rufino), "Acreditar" (Ivone Lara e Délcio Carvalho), "Estrela de Madureira" (Acyr Pimentel e Cardoso), "Liberdade" (Ivone Lara e Délcio Carvalho), "Vazio" (Nelson Rufino), "Todo Menino É Um Rei" (Nelson Rufino e Zé Luiz), este talvez seu maior sucesso, e "Meu Drama" (Silas de Oliveira e J. Ilarindo). Esta última chegou a fazer parte da trilha sonora da novela "Pai Heói", da TV Globo. Teve mais de vinte discos lançados ao longo de sua carreira.

Passou a sofrer de um seríssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título "Dez anos de saudade".

Rosita Gonzales

(Rio de Janeiro/RJ, 08/11/1929 ********** Rio de Janeiro/RJ, 28/02/1997)

Jussara de Melo Vieira, conhecida artisticamente como Rosita Gonzales iIniciou a carreira artística profissional em 1946 quando foi contratada pela Rádio Nacional.

No início dos anos 1950 ingressou na Rádio Mayrink Veiga. Assinou contrato com o selo Elite Special e lançou o primeiro disco em 1952, com os boleros "Noite após noite",de Vitor Berbara e Haroldo Eiras e "O 'm' da minha mão", de Mário Gennari Filho e Ribeiro Filho. No mesmo ano, gravou os mambos "Passa mañana", de Dênis Brean e Blota Jr. e "Sonrie la luna", de Alexandre Gnattali, J. Castilho e Clarice Gnattali e os boleros "Lunita blanca", de Juanita Castilho e Alexandre Gnattali e "Nenhuma ilusão", de Vitor Berbara e Altamiro Carrilho. Ainda em 1952,assinou contrato com a Odeon e gravou com o instrumentista Roberto Ferri no solovox o bolero "Numa noite de luar", de Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida.

Em 1953, gravou o fox "Chinita, Chinita", de Osvaldo Farrel e o beguine "Porque volvi", de Haroldo Eiras e Vitor Berbara. Ainda nesse ano, gravou o samba-canção "Aconteceu", de Luiz de França e Oscar Bellandi e o samba "O mal que eu fiz", de Luiz Bittencourt. Gravou no ano seguinte o pasodoble "El novillero", de Maria Tereza Lara e o bolero "Si te llego a perder", de Roberto Martins e Aguimar. Ainda em 1954, participou com a Orquestra Ruy Rey, Grande Otelo, Jorge Veiga, Cauby Peixoto, Jackson do Pandeiro, Dircinha Batista e Emilinha Borba de show promovido pela Associação dos Servidores do Trabalho, Indústria e Comércio em comemoração ao Dia do Trabalhador.

No ano de 1955, gravou o tango "A toca do José", de R. Adler, J. Ross e Ghiaroni e o bolero "Não sei como foi", de Haroldo de Almeida. Em 1958, realizou uma longa temporada cantando em boates de São Paulo.

Em 1960, foi contratada pela gravadora Philips e gravou o tango "A carta", de Bidu Reis e Murilo Latine e a guarânia "Quero fitar teus olhos", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. Nesse ano, lançou pela Philips o LP "Lo que te gusta a ti" e no ano seguinte, o LP "Boleros inolvidables".

Gravou em 1963 o bolero "Confesion", de Joaquin Oliver e o cha cha cha "Quando calienta el sol", de Carlos Rigual e Mario Rigual. Em 1964, gravou pelo selo Repertório o choro "Pranto", de Felício dos Santos e Gadé e a fantasia "Noche azul", de Ricardo Bardaguer.

Na década de 1970, integrou o elenco do "Brazilian follies", que fez temporada no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro.

Participou em 1989, ao lado das cantoras Nora Ney, Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Zezé Gonzaga, e Ellen de Lima, do show "As Eternas Cantoras do Rádio". Desse show foi gravado um LP lançado dois anos depois no qual interpretou as músicas "As cantoras do rádio", de Alberto Ribeiro, João de Barro e Lamartine Babo, juntamente com as outras cantoras; "Fascinação", de D.Marchetti e M. de Feraudy e "Noche de ronda", de Maria Tereza Lara.

Na década de 1990,participou do CD "Coisas Nossas", tributo a Noel Rosa, da Leblon Records, interpretando "As pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro.

Na década de 40 inscreveu-se no concurso "À Procura de uma cantora de boleros", organizado por Renato Murce, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Competindo com Dolores Duran (à época ainda Adiléia), saiu vencedora.

Rosinha de Valença

(Valença/RJ, 30/07/1941 ********* Valença/RJ, 10/06/2004)

Rosinha de Valença, nome artístico de Maria Rosa Canelas, nasceu em Valença, RJ, em 30 de Julho de 1941.

Ainda criança começou a se interessar por violão, assistindo aos ensaios do conjunto regional de seu irmão Roberto. Estudou sozinha, ouvindo musicas de rádio, e aos 12 anos já tocava violão num regional que animava bailes e na Radio de Valença, acompanhando cantores.

Em 1960, Rosinha de Valença abandonou os estudos para se dedicar a carreira musical, indo para o Rio de Janeiro, RJ, em 1963. Através de Sérgio Porto, conheceu, na boate Au Bon Gourmet, o violonista Baden Powell e Aluísio de Oliveira, produtor da gravadora Elenco, que a contratou para gravar seu primeiro disco, Apresentando Rosinha de Valença. Seu nome artístico foi criado por Sérgio Porto que costumava dizer que ela tocava por uma cidade inteira. Ainda em 1963, foi sucesso durante oito meses na boate carioca Bottle's.

Seguiram-se apresentações em televisão, rádio, teatro e outras casas noturnas, e, em maio de 1964, apresentou-se no show "O Fino da Bossa", no Teatro Paramount, em São Paulo SP. No fim do mesmo ano, excursionou durante oito meses pelos EUA com o conjunto "Brasil 65", de Sérgio Mendes, e gravou dois discos. Viajou novamente no final de 1965, participando como solista de um grupo de musica brasileira, patrocinado pelo Itamaraty, que se apresentou em 24 países europeus. Foi a violonista do espetáculo "Comigo me Desavim", de Maria Bethânia, em 1967, e, no ano seguinte, iniciou uma série de apresentações na URSS, Israel, Suíça, Itália, Portugal e países africanos, voltando ao Brasil em 1971. Trabalhou, então, com Martinho da Vila, participando de seus quatro LPs seguintes. Realizou depois novas tournées no exterior, e de volta, em 1974, organizou uma banda que teve varias formações e contou com a participação de artistas como o pianista João Donato, o flautista Copinha e as cantoras Ivone Lara e Miúcha. Um dos espetáculos da sua banda foi gravado pela Odeon, que lançou em 1975 o LP com o titulo "Rosinha de Valença e Banda".

Rosinha de Valença tem, ainda, 11 LPs editados no Brasil, EUA, RFA. e França, em diversas marcas, entre as quais RCA, Odeon, Forma, Pacific Jazz e Barclay. Abandonou a carreira artística algum tempo depois, por motivos graves de saúde.

Rosinha de Valença doze anos em estado de coma. Dois anos após entrar em coma, um grupo de artistas realizou um show beneficente no Canecão para ajudar a custear as despesas médicas da violonista. Foi uma das várias apresentações realizadas para ajudar e manter a memória da artista. Os primeiros oito anos do coma Rosinha passou na casa da irmã mais velha, Marijó, que veio a falecer. Só depois foi viver com Maria das Graças.

Rosinha faleceu em Valença, RJ, em 10 de junho de 2004.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira; Art Editora e PubliFolha; Site MPBNet

Ronnie Cord

(Manhuaçu/MG, 22/01/1943) ******* São Paulo, 06/01/1986)

Ronnie Cord (Ronald Cordovil), cantor e compositor, era filho do maestro e compositor Hervé Cordovil.

Aos seis anos começou a aprender violão e já em 1959 fez um teste na Copacabana Discos, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, realizou sua primeira gravação, lançada em LP que reunia vários outros cantores.

Ainda em 1960, gravou o primeiro disco individual, um 78 rpm, com Pretty Blue Eyes (Teddy Randazy) e You're Knochin'me Out (Neil Sedaka e H. Greenfieid).

Seu grande sucesso foi outra música norte-americana, Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini (Lee Pockriss e Paul Vance), com a qual se manteve, durante seis meses, em primeiro lugar nas paradas de sucesso, e que lhe valeu o troféu Chico Viola do ano.

Em 1961 estreou como compositor lançando Sandy, pela Copacabana. Com Rua Augusta (Hervé Cordovil), lançada pela RCA Victor, recebeu, em 1964 e em 1965, vários troféus. Ainda em 1965 fez muito sucesso com a versão Biquini de bolinha amarelinha (seu sucesso de 1960 em versão de Hervé Cordovil), gravada na RCA Victor.

Em 1965 e 1966, com seus irmãos Norman e Hervé Júnior (1950-1992), participou dos conjuntos The Cords e Os Cords, que gravou alguns compactos na RCA. Por essa época, atuou em televisão e rádio, no Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive no programa Jovem Guarda, da TV Record, do qual participou como contratado nos anos de 1965 e 1966.

Em 1969 lançou as marchas Mulher e meia (Hervé Cordovil e Manoel Vitório) e Um brinde à lua (Hervé Cordovil). Gravou quatro LPs, sendo os três primeiros em inglês.

Abandonou a carreira artística no início da década de 1970, embora participasse esporadicamente de shows de pioneiros do rock brasiteiro. Na década de 80 dedicou-se à publicidade, sendo contratado pelas Páginas Amarelas da LTB.

Faleceu em 1986 com apenas 42 anos de idade, deixando três filhos.

Rossini Pinto

(Ponte do Itabapuana/ES, 24/1/1937 ***** Rio de Janeiro/RJ, 25/6/1985)

Compositor. Cantor. Produtor. Jornalista. Mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em meados da década de 1950. Em 1955, já trabalhava como repórter do diário esportivo Jornal dos Sports e do matutino Correio da Manhã.

Iniciou a carreira em 1960, quando musicou o poema "Convite de Amor", do então presidente da república Jânio Quadros. O fato obteve repercussão na mídia, o que provocou o interesse de várias gravadoras. Acabou assinando com a Copacabana e no ano seguinte estrearia em disco com as músicas "Rock Presidencial", de sua autoria, e "Vamos Brincar de Amor", de Vadico e Herberto Sales.

Seus maiores sucessos como intérprete foram "Voa, Passarinho" e "Viu No Que Deu?", ambas em parceria com Fernando Costa e "Ford de Bigode", de Paulo Brunner e Ivanildo Teixeira, esta gravada com o conjunto Renato e Seus Blue Caps.

Em 1961, Alventino Cavalcanti gravou pela Columbia a marcha "No Tempo da Vovó", parceria com João Rosa e o próprio Alventino Cavalcanti. Em 1963 teve o bolero "Se Tu Gostasses de Mim", com Fernando Costa gravado por Silvinho na Philips.

Como compositor ganhou prestígio quando Roberto Carlos passou a gravar várias de suas composições, destacando-se os sucessos "O Leão Está Solto Nas Ruas", em 1964, "Eu Te Adoro, Meu Amor", no ano seguinte, e "Parei, Olhei" e "Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim", ambas em 1966. Ainda em 1964, Wanderléa gravou "Sem Amor Ninguém Vive".

Teve também composições gravadas pelos Golden Boys, Agostinho dos Santos e Emilinha Borba, que em 1962 gravou "Me Leva Pro Céu". Também ficou conhecido como um dos maiores compositores de versões de músicas estrangeiras no Brasil, só sendo suplantado por Fred Jorge nesse gênero, com destaque para as versões de "Michele" e "Yesterday", ambas de Lennon e McCartney.

Em 1967, transferiu-se para a Odeon, selo pelo qual lançou o LP "Montanha do Amor", e também passou a atuar como produtor fonográfico. No mesmo ano, Erasmo Carlos gravou de sua autoria e Roberto Correia, "Não Vivo Sem Você".

Em 1969, Renato e seus Blue Caps gravaram de sua autoria "Foi Mentira" e Wanderley Cardoso, "Se Ela Voltar", parceria com Roberto Correia. Três anos depois retornou à CBS para exercer a função de produtor de intérpretes como Odair José, Núbia Lafayette, Luís Carlos Magno e Ari Cordovil.

Em 1972 teve a música "Mata-me Depressa", gravada por Wamderléa. Em 1973 compôs com Renato Barros "Se Você Soubesse", gravada no mesmo ano pelo conjunto Renato e seus Blue Caps. Por problemas de saúde saiu da gravadora e veio a falecer em 1985.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Raul Seixas

(Salvador/BA, 28 de junho de 1945 — São Paulo/SP, 21 de agosto de 1989)

Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador BA em 28 de Junho de 1945.

Sua grande influência foi o rock-and-roll da década de 1950 que ouviu muito nos discos emprestados pelos vizinhos, funcionários do consulado norte-americano em Salvador.

Aos 12 anos, fundou o conjunto "The Panthers" (mais tarde "Os Panteras"), primeiro grupo de rock de Salvador a usar instrumentos elétricos, passando a tocar em cidades do interior baiano.

Começou a estudar direito, mas abandonou o curso para se dedicar a música.

Em 1967, Jerry Adriani apresentou-se ao vivo em Salvador, acompanhado pelos Panteras, e se entusiasmou com o grupo, convencendo-os a se mudarem para o Rio de Janeiro RJ, onde gravaram pela Odeon (mais tarde EMI) seu primeiro disco LP, "Raulzito e os Panteras".

De 1968 a 1972 trabalhou como produtor da CBS. Produziu e lançou, em 1971, o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez", com músicas de sua autoria e em parceria com Sérgio Sampaio, tendo ambos como intérpretes ao lado de Míriam Batucada e Edy Star.

Apresentou-se no VII FIC (transmitido pela TV Globo) em 1972, com duas músicas, "Let Me Sing, Let Me Sing" e "Eu sou eu, Nicuri e o Diabo".

Contratado em 1972 pela Philips, gravou o LP "Os 24 Grandes Sucessos da Era do Rock", no qual aparecia creditado apenas como produtor e arranjador (em 1975, com Raul já famoso, este LP seria relançado com seu nome e novo título, "20 anos de Rock").

Seu primeiro grande sucesso como interprete foi "Ouro de Tolo", em 1973, incluída em seu primeiro LP solo "Krig-há, Bandolo!", do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como "Metamorfose Ambulante", "Mosca na Sopa" e "Al Capone" (com Paulo Coelho). Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, "Gîtâ "(1974), "Novo Aeon" (1975) e "Há Dez Mil Anos Atrás" (1976).

No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gîtâ e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha.

Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon".

Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", e tem sua segunda filha, Scarlet.

Mudando-se em 1977 para a Warner (que inaugurava sua filial brasileira), gravou três LPs: "O Dia em que a Terra Parou" (1977), que inclui "Maluco Beleza" (com Cláudio Roberto), que se tornaria um hino da geração hippie, "Mata Virgem" (1978) e "Por Quem os Sinos Dobram" (1979).

A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem se casa, após abandonar a segunda esposa.

No ano de 1979, separa-se de Tania e conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, com quem se casa pouco tempo depois.

Em 1981, nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Seus dois discos seguintes ("Raul Seixas" - 1983 e "Metrô linha 743" - 1984) e o livro "As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor" fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.

Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro daquele ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nessa época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir daquele ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).

Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo ("A Pedra do Gênesis"). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.

No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.

O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado "A Panela do Diabo", que foi lançado pela Warner Music Brasil dois dias antes da sua morte.

Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite fatal.

O LP " A Panela do Diabo" vendeu mais de um milhão de cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP).

Com público dos maiores e mais fiéis, foi o primeiro artista brasileiro a ter um LP organizado e lançado por um fã-clube, a coletânea de gravações raras "Let Me Sing my Rock-and-Roll" (1985, mais tarde encampada pela Polygram com título "Caroço de Manga"), e, mesmo após sua morte, continua exercendo influência, com músicas regravadas por artistas tão diversos quanto Caetano Veloso ("Ouro de Tolo"), Irmãs Galvão ("Tente outra Vez"), Margareth Meneses ("Mosca na Sopa"), Deborah Blando ("A Maçã") e o grupo RPM ("Gîtâ").

Em 1995, várias homenagens marcaram seu aniversário – faria 50 anos. Foram lançados um livro, "O Trem das Sete", Editora Nova Sampa, e um CD, "Sociedade Grã-Kavernista Apresenta Sessão das Dez", reedição do LP de 1971.


Fontes: Sites Raul Seixas, Raul Rock Seixas, MPB Net, Wikipédia.

Raimundo Soldado

(Santa Inês/MA, 1956 ******* Timon/MA, 17-09-2001)

Batizado Raimundo Teles Carvalho, tornou-se conhecido como Raimundo Soldado devido ter servido ao exército, a exemplo de seu pai e de seus irmãos.

Oriundo do Nordeste, realizou uma fusão entre a música nordestina e a música pop, utilizando arranjos comuns nas músicas da jovem guarda, misturados a sons de origem na musicalidade nordestina. Em 1980 lançou pela EMI seu primeiro disco, com diversas composições de sua autoria, entre as quais "Menina linda" e "Sanfona branca" e "Fiquei tão triste" em parceria com Zequinha. Em 1981 lançou o segundo disco, ainda pela EMI, com músicas de sua autoria, como "Mulher orgulhosa", "Conquistando o mundo" e "Minha garota". Em 1983 lançou novo LP, com, entre outras, "Malena" e "Esqueça". Em 1985 gravou "Lambada nº 4" e "Forró da prainha", em seu quarto disco pela EMI. Em 1987, gravou, entre outras, "Forró no Piauí", "Eu quero você" e "Vontade louca", todas de sua autoria.

Em 1995, teve a música "Não tem jeito que dê jeito" gravada pelo cantor brega Falcão no disco "A besteira é a base da sabedoria". Em 2000, a EMI lançou um CD com vinte composições de sua autoria, dentro da série "Raízes do Nordeste".

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Raul de Barros

(Rio de Janeiro/RJ, 25 de novembro de 1915 ******* Itaboraí/RJ, 8 de junho de 2009)

Raul Nogueira de Barros foi um instrumentista, arranjador e maestro. Autor do clássico samba-choro "Na Glória", foi um dos mais tradicionais trombonistas de gafieira. Desde os 8 anos de idade já tocava sax horn em bandas, e atuava profissionalmente desde a década de 30 em bailes e clubes dos subúrbios cariocas.

Trabalhou nas rádios Tupi, Nacional e Globo, foi da orquestra do Copacabana Palace, sob regência do Maestro Carioca. Tocou na orquestra RCA Victor com Pixinguinha, teve sua própria orquestra e gravou 48 discos, a maioria na década de 60.

Inventou um estilo chamado "hot samba" e foi referência para inúmeros trombonistas brasileiros, inclusive Raul de Souza, que tomou-lhe emprestado o nome artístico (seu verdadeiro nome é João).

Excursionou pela América do Sul acompanhando outros artistas e em 1966 foi para o Senegal participar do Festival de Arte Negra de Dacar.

Nos anos 70 e 80 trabalhou em redes de TV e jingles comerciais.

No carnaval de 2009 foi homenageado na cidade de Maricá, onde morava ao lado de sua esposa Romilda e familiares.

Raul de Barros morreu em consequência de insuficiência renal e enfisema pulmonar, no Hospital em Itaboraí.

O corpo do maestro foi enterrado no dia 9 de junho, em Maricá, no Rio de Janeiro, onde ele morava há cerca de 12 anos.

Fonte: Cliquemusic

Rosina Pagã

(Itararé/SP, 1919).

Rosina Pagã era o nome artístico de Rosina Cozzolino.

Irmã da também cantora Elvira Pagã com quem formou na década de 1930 o duo vocal Irmãs Pagãs. As irmãs Cozzolino ainda na infância transferiram-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passaram a estudar no colégio Imaculada Conceição, situado em Botafogo.

Realizava com sua irmã inúmeras festas das quais participavam inúmeros artistas entre os quais os integrantes do Bando da Lua. Em 1935 cantaram com os Anjos do Inferno na inauguração do Cine Ipanema, sendo apresentadas por Heitor Beltrão como as Irmãs Pagãs.

Atuaram na Rádio Mayrink Veiga. Em 1935, participaram do filme "Alô, alô, carnaval", de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, interpretando a canção "Não Beba Tanto". Em 1936, no filme "Cidade mulher", de Humberto Porto, onde apresentaram a música título (de Noel Rosa), cantando com Orlando Silva.

Em 1937, gravaram sambas de Assis Valente, dentre os quais "Se você me deixar", "Oba oba", "Tristeza" e "O samba acabou". Foram contratadas pela Rádio Nacional e, neste período, excursionaram por quatro meses pela Argentina, Peru e Chile.

Em 1938, passaram a gravar na Columbia, destacando-se o grande sucesso carnavalesco "Eu não te dou a chupeta", de Silvino Neto e Plínio Bretas. Dentre os êxitos da dupla estão os sambas "Nobreza", de Assis Valente, e a marcha "Água mole em pedra dura", de Sátiro de Melo e Manuel Moreira, sucesso de 1940.

Com o casamento de Elvira, a dupla chegou ao fim, deixando um total de 13 discos gravados. Rosina seguiu carreira solo, tendo gravado mais 11 discos até 1946, entre eles a versão "Chiu... chiu..." (N. Molinari e Oswaldo Santiago) e participado de vários filmes como atriz. Ainda nesse ano, seguiu turnê em Cuba, EUA e México, cidade onde se casou e passou a residir.

Fonte: Cifrantiga.

Roberto Audi

(Rio de Janeiro, RJ, 10 de fevereiro de 1934 ---------- Rio de Janeiro, RJ, 12 de fevereiro de 1997)

Iniciou sua carreira artística como corista nos shows de Carlos Machado na boate "Night and day". Cunhado do letrista David Nasser, passou a atuar com frequência na antiga TV Tupi, bem como na Rádio Tupi.

Estreou em disco em 1958, cantando a toada "Geada", de Armando Cavalcanti e David Nasser e o fox "No azul pintado de azul", de Modugno e Puzzaglia, com versão de David Nasser em dueto com Leny Eversong, cantora que o descobriu. No mesmo ano, fez suas primeiras gravações solo: os sambas-canção "E me deixe entrar", de Jossicar e Verinha Falcão e "Não tens reconhecimento", de Fausto Guimarães e Verinha Falcão realizadas na Copacabana, onde fez um total de 22 discos entre os anos de 1958 e 1963.

Em 1959, apresentou-se no "Super show" da TV Tupi do Rio de Janeiro, passando posteriormente a atuar em programas da Rádio Nacional, TV Tupi, TV Rio e em São Paulo na TV Record e na Bandeirantes. No mesmo ano, gravou a toada "A canção é você" e o samba canção "Noite triste sem ninguém", ambas de Fred Chateubriand e Vinícius de Carvalho. Por essa época, gravou o LP "E as operetas voltaram", onde conhecidos trechos de operetas européias entrelaçadas com operetas americanas foram vertidos e adaptados para o português pelo compositor Lamartine Babo, que foi também o produtor do disco.

Em 1960 gravou o fox "Ninguém é de ninguém", de Umberto Silva, Toso Gomes e Luiz Mergulhão e o samba canção "Um novo céu", de Ted Moreno e Fernando César.

No ano de 1961, foi premiado pela Revista do Rádio e Radiolândia como cantor revelação. No mesmo ano, gravou de Lourival Faissal e Arsênio de Carvalho a guarânia "Duas rosas" e de Nelson Gonçalves e David Nasser o bolero "Noite após noite".

Entre os anos de 1961 e 1964 fez shows pelo Brasil e excursionou a Portugal, Estados Unidos, Uruguai e Argentina.

Em 1963 gravou "Meu bem", de Getúlio Macedo e da dupla João Roberto Kelly e David Nasser os sambas canção "Poeira no meu caminho" e "O céu do teu olhar". No ano seguinte, gravou "Tédio", de Nazareno de Brito e Fernando César.

Sua primeira composição gravada foi "Encontrei afinal, meu amor", com Ribamar, interpretada por ele mesmo. Lançou ainda os LPs "Música para nós dois" e "Com vocês, Roberto Audi", ambos pela Copacabana.

Ao abandonar a gravação de discos passou a se apresentar em shows pelo interior do país.

Raul Roulien

(Rio de Janeiro/RJ, 8 de outubro de 1902 ******* São Paulo/SP, 8 de setembro de 2000)

Raul Roulien nasceu, Raul Pepe Acolti Gil, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, tornando-se ator, cantor e diretor de teatral e de cinema.

Com apenas 8 anos Raul Pepe, seu primeiro nome artístico, cantou e dançou para o presidente Rodrigues Alves e por Rui Barbosa. Rui Barbosa vendo aquele garoto cheio de talento, passou a ter Raul como afilhado, matriculando o garoto no colégio Salesiano em Niterói.

Por volta de 1917, Raul forma a Troupee "Marabarina", juntamente com seus irmãos, tendo como objetivo excurcionar pelo Brasil.

Indo com o grupo à Buenos Aires, um empresário disse a Raul, que ele teria que mudar de nome, passando a ser então Raul Roulien. Foi contratado então para cantar no Cine Porteño.

Durante a década de 20, Raul teve grande êxito no teatro e no disco, até que em 1931, decidiu tentar carreira internacional, onde conseguiu um grande sucesso. Raul Roulien teve tanto êxito em Hollywood, que ficou marcado como o primeiro brasileiro a conquistar a América.

Ele casou-se duas vezes, sendo seu primeiro casamento com a atriz Abgail Maia, e o segundo, com Diva Tosca, também atriz, que morreu atropelada em Hollywood em 1933, por um motorista embriagado, que era nada mais do que Jonh Houston, então futuro diretor de cinema.

Raul foi homenageado em seu velório pelo Botafogo F.R., do qual era torcedor apaixonado e pela família imperial, à qual era ligado, por ser monarquista.

Ele obteve destaque primeiramente no teatro "ligeiro ". Também foi o maior galã brasileiro de sua época. No ano de 1928 formou a CIA. "Abgail Maia - Raul Roulien", tendo sido autor de um gênero denominado "teatro de frivolidade", e introdutor de espetáculos rápidos nos intervalos das sessões de cinema.

Já entre os anos de 1928 e 1930, investiu na carreira de cantor, tendo gravado 9 discos na extinta Odeon. Ele era o autor de quase todas as músicas, e no repertório, tangos "Tu amor y un ranchito" e "Adiós mis farras". Os tangos foram gravados também por Francisco Alves, com grande sucesso.

No ano de 1929, ainda na Odeon, gravou o fox-trot "Miss St. Paul", parceria com Mark Hermanns, o fox-romanza "Juventud", o samba "Felicidade", a valsa "Nunca" e o tango "Ave noturna" e, na Parlophon, os tangos "Mala yerba" e "Bibelot", igualmente de sua autoria.

Em 1930, Raul Roulien gravou o fox-trot "Saudade má", de sua autoria com arranjos de Mark Hermans e a valsa "Tua", de sua autoria.

Além de ator, foi diretor de teatro e cinema. Em 1931, viajou à Nova Iorque, e conseguiu um contrato na Fox. Estreou na versão em espanhol de "Eram 13".

Entre os anos de 1931 e 1934, atuou em uma série de filmes nos Estados Unidos, entre os quais, "Delicious", dirigido por David Butler, no qual interpretava um compositor russo, e cantava "Delicious", dos irmãos Gershwin.

Já em 1932, no filme "Painted Woman" da Fox, e em 1933 em "No dejes la puerta abierta" e "It's great to be alive". O filme mais conhecido de sua filmografia foi "Flying down to Rio", onde atuou ao lado de Ginger Rogers e Fred Astaire. Neste filme cantava "Orchids in the moonlight". Naquele mesmo ano, publicou o livro "A verdadeira Hollywood".

Como cantor, mudou para a Victor em 1933, onde gravou duas canções que se tornaram clássicas: "Favela" e "Guacyra", de Hekel Tavares e Joraci Camargo. Neste mesmo ano lançou os fox-trotes de Irvin Berlin com versões suas: "Mente por favor" e "Se eu perdesse".

Em 1934, atuou em "The world moves on", dirigido por John Ford.

De volta ao Brasil, Raul Roulien dirigiu o filme "Grito da mocidade", em 1937, no qual participou, também, como ator. Em 1938, a Companhia Teatral de Raul Roulien encenou a peça "Malibu", de Henrique Pongetti, da qual participava a cantora Elisa Coelho.

Em 1939, produziu e dirigiu "Aves sem ninho" e, 10 anos mais tarde, foi diretor e argumentista de "Asas do Brasil".

Com atividades bastante diversificadas, foi também apresentador de programas de televisão, repórter de jornais brasileiros e estrangeiros, e promotor do concurso Miss São Paulo, para os Diários Associados, que perdurou por muitos anos.

Abandonou o cinema em 1950, tentando retomar esta atividade em 1984, idealizando um documentário sobre a vida do sanitarista Osvaldo Cruz.

Em 1995, vitimado por um derrame afastou-se definitivamente da carreira artística.

Fonte: Cinemetro.

Radamés Gnattali

(Porto Alegre/RS, 27 de janeiro de 1906 ******* Rio de Janeiro/RJ, 13 de fevereiro de 1988)

De muitas qualidades musicais e um talento excepcional, foi músico, instrumentista, compositor, pianista, arranjador e maestro especializado em choro.

Estudou com Guilherme Fontainha no Conservatório de Porto Alegre e na Escola Nacional de Música, com Ângelo França. Terminou o curso de piano em 1924 e fez concertos em várias capitais brasileiras, viajando também como violista do Quarteto Oswald, desde então passou a fazer composição e orquestração.

Durante trinta anos trabalhou na Rádio Nacional onde formou sólido métier (houve quem acusasse seu talento como orquestrador popular e seu amor pelo jazz de interferirem em suas obras intencionalmente "clássicas").

Em 1960 embarcou para Europa, apresentando-se num sexteto que incluía Acordeão, Guitarra, Bateria e Contrabaixo. "Escreveu em estilo neo-romântico com sabor bem brasileiro" (Vasco Mariz).

Nos anos 70, no auge do regime militar no Brasil, fazer música com letra se tornou uma tarefa arriscada. A liberdade de expressão foi reprimida e os organismos de censura vetavam qualquer insinuação de crítica ao regime político vigente. Como quase todas as letras eram censuradas, sobrou pouco espaço para a música popular brasileira. Tal conjuntura incentivou o renascimento da música instrumental e o interesse por compositores populares como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Jacob do Bandolim. Foi uma época em que os jovens músicos resgataram as fontes da música brasileira, sobretudo o samba e o choro. Era comum encontrar compositores veteranos, como Cartola, Candeia, Donga e João da Baiana cercados de jovens músicos.

Foi contemporâneo de compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Pixinguinha. Na década de 70, Radamés foi de grande valia para o movimento de redescoberta do choro, incentivando jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Mauricio Carrilho, e para a formação de grupos de choro como o Camerata Carioca.

Também compôs obras importantes para o violão, Orquestra, concerto para piano e uma variedade de choros.

Também foi parceiro de Tom Jobim, o qual citou no dia de seu funeral: "Não fiquem tristes, o Radamés agora sou eu". No seu círculo de amizades, ilustres compositores e músicos como Tom Jobim, Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri.

Quando comemorou 70 anos de idade (1976), foi homenageado com a gravação da Cantata "Maria Jesus dos Anjos" para coro, orquestra e narrador, com texto de Bororó, baseado nos pontos de umbanda. Radamés não apreciava as homenagens, as inúmeras entrevistas, matérias em jornais, que, segundo ele, nada mais eram do que falta de assunto na imprensa brasileira. O seu notório mau-humor só assustava aqueles que não o conheciam. Na intimidade, o maestro demonstrava uma extrema generosidade com os que tinham verdadeiro interesse pela boa música, mas era impiedoso com aqueles que considerava maus músicos. Certa vez, convidado para reorganizar uma orquestra numa cidade do interior, respondeu à diretora, que lhe perguntara sobre a possibilidade de melhorar a orquestra: "Claro que sim. É só mudar todos os músicos". (Máximo, João. No popular, um clássico. Jornal do Brasil. 14.02.1988).

Em janeiro de 1983, recebeu o Prêmio Shell na categoria de música erudita; na ocasião, foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca. Em maio do mesmo ano, numa série de eventos em homenagem a Pixinguinha, Radamés e Elizeth Cardoso apresentaram o recital "Uma Rosa para Pixinguinha" e, em parceria com a Camerata Carioca, gravou o disco "Vivaldi e Pixinguinha".

Radamés foi um dos mestres mais requisitados nesse período, demonstrando uma jovialidade que encantou novos chorões como Joel Nascimento, Rafael Rabello e Maurício Carrilho. Nasceu assim uma amizade que gerou muitos encontros e parcerias.

Em 1979 surgiu, no cenário da música instrumental, o conjunto de choro Camerata Carioca, tendo Radamés como padrinho. Comentário de um dos integrantes do grupo: "O maestro sabe de tudo! Para falar a verdade acho que ele é mais jovem que qualquer um de nós".

A saúde começou a fraquejar em 1986, quando Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do corpo paralisado. Em 1988, em decorrência de problemas circulatórios, sofreu outro derrame, falecendo no dia 13 de fevereiro de 1988 na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Site athoscompanny.

Robson Jorge

(Rio de Janeiro/RJ, 23/4/1954 ------------- Araruama/RJ, 22/12/1992)

Robson Jorge foi um cantor, instrumentista, arranjador e compositor.

Iniciou-se na música com um violão que pertencia ao irmão, aos onze anos de idade, e mais tarde ganhou um instrumento próprio. Antes de completar 15 anos já tocava em bailes e até mesmo em gravações, depois de rápida passagem pelo Instituto Villa-Lobos.

Nos anos 1970, começou a compor com Lincoln Olivetti, com quem gravou um LP, em 1982, registrando a parceria nas faixas "Alegrias", "Aleluia", "Fã sustenido", "Festa braba", "Ginga", "Jorgea Corisco", "No bom sentido", "Pret-à-porter", "Squash", "Zé Piolho" e "Eva" (c/ Ronaldo).

Assinou, com Lincoln Olivetti, vários arranjos para trabalhos de outros artistas.

Além do violão, dedicou-se a aprender também instrumentos de teclado. Robson e Lincoln foram os responsáveis pelos arranjos de boa parte da nata da MPB nos anos 80, o que lhes rendeu fama, dinheiro e pesadas críticas dos que os acusavam de ter pasteurizado o gênero.

Destacam-se, entre suas músicas de sucesso, "Tudo bem", "Fim de tarde" (c/ Mauro Motta) e "Aleluia" (c/ Lincoln Olivetti).

Robson Jorge teve problemas com bebida e morreu esquecido. após uma cirurgia, em 1993, longe do meio musical.

Fonte: Cliquemusic.

Renato Guimarães

(Rio de Janeiro/RJ. 23/4/1939 ---------- 1964)

Renato Diniz Guimarães, conhecido artisticamente apenas como Renato Guimarães foi um cantor de gênero romântico, que fez muito sucesso com sua voz potente interpretando boleros, sambas-canções e baladas - foi para não ser confundido com ele que o cantor Nilton Guimarães mudou o nome para Nilton César (E não confundir com outro cantor que atende ora por Renato Guimarães, ora Renato Gabbiani).

No ano de 1960 gravou o fox-mambo "Show na Cinelândia", de Zé Kéti e Gilson Santomauro e os boleros "Se Deus quiser", de Luiz Mergulhão e Flora Matos e "Ninguém é de ninguém", de Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva.

Mudou-se para São Paulo em final de 1961, quando gravou a "Marcha das fontes", de Rubens Machado e Aderaldo Monteiro. No mesmo ano gravou o rock "Hey, Sheriff", de B. Kaye, D. Hill e E. Lee, com versão de Juvenal Fernandes e a guarânia "Teus olhinhos", de Lúcio Cardim. No ano seguinte gravou o samba canção "Deus perdoa", de Lucio Cardim. Em 1963 gravou os boleros "Quem depois de mim", de Hervê Cordovil e David Nasser e "Nasci para te amar", de Fernando Dias. No ano seguinte gravou "Batuque do amor", de Mário Albanese e Heitor Carrilho e o bolero "Amor sincero", de Nízio e Sebastião Aurélio.

Seu maior sucesso foi o bolero “Poema”. Infelizmente, Guimarães faleceu ainda jovem.

Renato casou-se e teve uma linda menina, Cláudia Renata. Comprou a boite Saint Germain, lá pelos lados do Aeroporto de Congonhas, e gostava de colecionar bebidas.

Fonte: Arquivo do Rock Brasileiro.

domingo, 25 de novembro de 2012

Ronaldo Bôscoli

(Rio de Janeiro/RJ, 28/10/1928 ----------- Rio de Janeiro/RJ, 18/11/1994)

Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli, ou simplesmente Ronaldo Bôscoli, era sobrinho-bisneto de Chiquinha Gonzaga, primo de Bibi Ferreira e do ator Jardel Filho, portanto sobrinho de Jardel Jércolis, artista de vanguarda do teatro de revista. Ronaldo tinha no sangue o gosto pelo show business e pela música, caminho que percorreu com grande sucesso.

Teve como primeira profissão (em 1951) o trabalho num jornal, Diário da Noite, como jornalista esportivo, período limitado à juventude. Nesa época iniciou amizade com Vinicius de Moraes, que já havia jogado o seu charme para sua irmã, Lila, com quem se casaria tempos depois.

Em 1957 escreveu sua primeira letra, "Sente", musicada por Chico Feitosa e interpretada por Norma Benguel no mesmo ano. Nesta época, reunia-se no apartamento de Nara Leão, com quem tinha um relacionamento. Compunha com outros artistas as canções que ficariam conhecidas como estilo bossa nova.

Produtor e diretor de inúmeros espetáculos, foi um dos pais da bossa nova e autor, com Roberto Menescal, de inúmeros sucessos musicais que até hoje são cantados: "O barquinho", "Ah! Se eu pudesse", "Canção que morre no ar", "Lobo bobo", "Nós e o mar","Rio", "Se é tarde me perdoa", "Telefone" e "Saudade fez um samba", só para citar alguns.

Formava com Luiz Carlos Miéle a famosa dupla Miéli e Bôscoli, e foi, enquanto vivo, o diretor de todas as apresentações anuais de Roberto Carlos.

Organizou e dirigiu dezenas de shows em boates no lendário Beco das Garrafas, onde ganhou o apelido de "O Véio", não só por ser mais velho que a turma de artistas, mas pelo jeito ranzinza e reacionário.

Foi o produtor de "O Fino da Bossa", apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Além disso produziu para a TV os especiais "Brasil Pandeiro" (com Bety Faria), "Alerta Geral" (com Alcione) e "Bibi 78 e 79" (com Bibi Ferreira).

No campo da mulheres também foi sucesso. Seus amores, quase sempre ligados à música, foram Nara Leão, Maysa, Elis (com quem foi casado e teve um filho, João Marcelo Bôscoli), Mila Moreira e Heloisa de Souza Paiva, sua segunda mulher.

Contam que, já quase à morte, recebeu a visita de Roberto Menescal no hospital onde se encontrava. Ao entrar no quarto, Menescal ficou arrasado ao ver Ronaldo no fundo da cama, com os braços abertos em cruz — um deles atado ao frasco de soro e o outro, ao de sangue. Mas a saudação de Ronaldo, com voz fraca e sumida, desarmou-o: "Vai de branco ou vai de tinto, Menescal?".

Durante a década de 80 seguiu escrevendo programas para a TV Globo e produzindo um show anual de Roberto Carlos, mas deixou de ter a mesma influência no cenário musical. Lutou contra um câncer de próstata por cinco anos, até morrer, em 1994. O atestado de óbito apresentou infecção generalizada e insuficiência renal como causas da morte. Seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

Antes de falecer, em 1994, prestou depoimento a Luiz Carlos Maciel e Ângela Ferreira Chaves que se transformou no livro "Elas e eu: memórias de Ronaldo Bôscoli", Editora Nova Fronteira — Rio de Janeiro, 1994.

Em 2009, o produtor foi interpretado pelo ator Mateus Solano na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", de autoria de Manoel Carlos, que retratou, em 2009, a carreira e a vida de Maysa.

Fonte: Wikipédia e Releituras.com

Rubinho

(1936 -------- São Paulo/SP, 12/2/1999).

Rubens Cubeiro Rodrigues, conhecido no meio artístico apenas como Rubinho era um grande guitarrista brasileiro.

Participou, até o seu falecimento do Quinteto Onze e Meia, formado em 1988 para acompanhar o programa de entrevistas de Jô Soares. Rubinho destacava-se por sua longa barba e jeito sisudo.

Vítima de dois derrames cerebrais e três cirurgias no cérebro, ele permaneceu internado desde dezembro de 1998 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Bandeirantes, na Liberdade, em São Paulo. Rubinho faleceu aos 63 anos, de infecção generalizada, em São Paulo. Foi enterrado no Cemitério Quarta Parada, zona leste.

Fontes: Jornal Vale Paraibano. Revista Veja

Risadinha

(São Paulo/SP, 18/3/1921 ------- Rio de Janeiro/RJ, 3/6/1976)

Francisco Ferraz Neto, conhecido artisticamente como Risadinha, foi um cantor e compositor braisleiro.

Antes de tentar a carreira artística trabalhou como datilógrafo. Depois de atuar como cantor durante algum tempo, retirou-se da vida artística e tornou-se chofer de praça antes de retomar novamente a vida artística. Embora paulista de nascimento, sua carreira de sambista firmou-se no Rio de Janeiro onde obteve destaque em vários carnavais tendo recebido o título de "Cidadão carioca" concedido pela Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro.

Risadinha estreou na Rádio Cruzeiro do Sul em São Paulo em 1937. Atuou em seguida nas Rádios Kosmo, Tupi e América, todas em São Paulo. No Rio de Janeiro, fez uma temporada na Rádio Tamoio e na Rádio Tupi. Voltou a São Paulo onde abandonou a carreira artística.

Retornou á vida artística mudando-se para o Rio de Janeiro onde foi contratado pela Rádio Globo e posteriormente pela Rádio Nacional.

Contratado pela Odeon, estreou em discos em 1949, gravando o samba "Fara-fan-fan", de O. Silva e Atanásio Lima, e o choro "Lar vazio", de Wilson Batista e Nóbrega de Macedo. Em 1950, gravou os sambas "Baburiba no samba", de Osvaldo França e Atanázio C. de Lima, "Comerciária", de Carvalhinho, Mário Rossi e H. de Carvalho, e "Meu primeiro amor", de J. Piedade, Sebastião Gomes e O. Silva, um de seus primeiros sucessos carnavalesco, os sambas-choro "A nega já sabe", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e "Vê se te agrada", de Haroldo Barbosa e Milton de Oliveira, além da marcha "Frango indigesto", de Mário Rossi e Carvalhinho.

Em 1951, gravou mais quatro disco em 78 rpm interpretando o samba-maxixe "Me leva baiana", de Felisberto Martins e Arnô Canegal, o choro "Vai ser um chuá", de Valfrido Silva e Gadé, os sambas "Dondoca do meu coração", de Erasmo de Andrade e Manoel Gomes, e "Você não precisa dela", de Buci Moreira e Betinho, a marcha "O doutor não gosta", e o samba "Você já foi", da dupla Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, além de "Nego Olegário", samba de Valdir de Oliveira e Durval Gonçalves, e "Babá de Copacabana", primeira composição de sua autoria gravada por ele, um samba em parceria com Chiquinho Silva. Nesse ano, registrou como crooner da orquestra de Osvaldo Borba o frevo "De guarda-chuva na mão", de Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo. Em 1952, gravou os sambas "Joãozinho da Bahia", de Betinho e O. Silva, "Aviso prévio", de Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, "Eu ainda sou eu", de Alvaiade, "Marinheiro de primeira viagem", de Djalma Mafra e Alvaiade, "Guiomar", de sua autoria e Betinho, "Cigarro", de Nelson Cavaquinho e José Batista, "Eu queria ser dinheiro", de Mutt e Arnô Canegal; "A felicidade é sua", de Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, e "Minha fama", de Nelson Cavaquinho e Magno de Oliveira, o baião "Não quero amor", de sua autoria e Humberto de Carvalho, a marcha "Meu pierrô", de Bola Sete, Pereira Matos e Airton Amorim, a "Marcha do mudo", de Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, e a batucada "Pau pereira", de Arnô Canegal e Albertina Rocha.

Em 1953, fez sucesso com o samba "Se eu errei", parceria com Humberto de Carvalho e Edu Rocha, que se tornou sua marca registrada, e foi uma das músicas mais divulgadas no carnaval daquele ano, sendo constantemente relembrada nos carnavais subsequentes. No mesmo ano, gravou os sambas "Brasil", de sua autoria, "Vida sem vida", de Haidon Nogueira e Valtamir Goulart, e "Em cada coração um pecado", versão em forma de samba de tema de um filme de grande sucesso na época, os baiões "A vaca dos vizinhos", de Buci Moreira e Felisberto Martins, e "Meu Belém do Pará", com Nelson Gonçalves, além da marcha "Eu quero rebolar", de Otolindo Lopes e Arnô Provenzano.

Mostrando-se um cantor eclético, que ia além do rótulo de sambista, gravou em 1954, o rojão "Forró em Limoeiro", de Edgard Ferreira, o samba-choro "Por baixo do pano", de Átila Nunes e Altamiro Carrilho, a marcha-rancho "Meu jardim", de Jarbas Albuquerque e Lourival Faissal, as marchas "Casado fala pouco", de Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, e "Zum-zum...ba-ba-ê", com Sebastião Gomes, e a toada "Quanta dor, quanta saudade", de sua autoria. Não deixou entretanto, de prosseguir na sua carreira de sambista reconhecido registrando os sambas "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, "Juras", de sua autoria, "Café Nice", de Arnô Provenzano e Otolindo Lopes, "Covarde", de Renê Bittencourt e Newton Teixeira, "O que eu passei", com Sebastião Gomes e Jorge Gonçalves, "Só Deus", com Humberto de Carvalho e Arnô Canegal, "Não mandei você embora", com Sebastião Gomes, e "O maior sou eu", de Zé Pretinho, Airton Amorim e A. Barreto. Sempre atuando na radiofonia, participando em vários programas na Rádio Nacional do Rio, também desse período, é o LP "Vote, que mulher bonita".

Lançou em 1955 os sambas "Embrulho que eu carrego", de Djalma Mafra e Osvaldo dos Santos, "É doloroso", de João da Silva, "Ponta da corda", de Adelino Moreira, "Risoleta", de Raul Marques e Moacir Bernardino, "Você me fez penar", de Haroldo Lobo e Brasinha, e "Saco de papel", com Haroldo Lobo, que fez razoável sucesso no carnaval do ano seguinte, o maxixe "Mulatinha faceira", de sua autoria e Fonseca Filho, e o samba-choro "Aguentando o galho", de Heitor Catumbi. No mesmo ano, foi contratado pela Continental e gravou os sambas "Você me fez penar", de Haroldo Lobo e Brasinha, "Saco de papel", com Haroldo Lobo, a batucada "Chegou o general", de Alcides Fernandes e Osvaldo Medeiros, e a "Marcha da cartilha", de Paulo Soledade e Sebastião Gomes. Lançou também o LP "Festival de samba".

Em 1956, gravou pela Continental o LP "Na batida do samba", com acompanhamento de Vadico e sua orquestra. Na gravação desse disco, revezaram-se três equipes de instrumentistas sob a batuta de Vadico, que também tocou piano em todas as faixas. Nas músicas "Escurinha", de Geraldo Pereira e Arnaldo Passos, "Falsa baiana", de Geraldo Pereira, "Risoleta", de Raul Marques e Moacyr Bernardino, e "Faran-fan-fan", de O. Silva e Athanásio Lima, atuaram Coruja, Walter e Monteiro nos saxofones, Canuto no pistão, "Raul de Barros no trombone, Vivi na clarineta, Menezes na guitarra, Vidal no baixo, Trinca na bateria e Sebastião e Bide no ritmo. Já nas faixas "Conversa de botequim", de Vadico e Noel Rosa e "Minha palhoça", de J. Cascata, atuaram Meireles na flauta, João Batista na clarineta, Chiquinho no acordeom, Capilé no trombone, Menezes na guitarra, Vidal no baixo, Doum e Trinca na bateria, e Sebastião e Bide no ritmo. Finalmente, nas faixas "Jogo proibido", de Tancredo Silva e David Silva, e "Se acaso você chegasse", de Lupicinio Rodrigues e Felisberto Martins, atuaram João Batista na clarineta, Walter no sax-tenor, Laerte no pistão, Raul de Barros no trombone, Menezes na guitarra, Vidal no baixo, Sute e Trinca na bateria, e Sebastião e Bide no ritmo. No mesmo ano, gravou em disco de 78 rpm os sambas "Xodozinho, meu bem", de sua autoria e Júlio Rosemberg, "Esquina da vida", de Luiz Antônio e Ari Monteiro, "Cama vazia", com Wilson Caratiero, "Vida de rainha", de Osvaldo dos Santos e Monarco. Lançou em 1957, os sambas "Teu falso amor", com Rubens Machado, "Tumba lê lê", com Nilton Neves e Jarbas Reis, "Se aquela mulher", com Hélio de Carvalho, "Nega Didi", com Valdir Machado, e "Vou botar pra jambrar", com Jarbas Reis, e a marcha "O circo vem aí", com José Roy. Gravou em 1958 o LP "As "bombas" de 1958" no qual interpretou músicas que já haviam sido sucesso na voz de outros intérpretes. Estão presentes nesse LP as músicas "Ave Maria Lola", de Sérgio G. Siaba, com versão de Adelino Moreira, "Bom dia café", de Victor Simon, "Nêga Didi", de sua autoria e Waldir Machado, "Cabelos prateados", de sua autoria e Hugo dos Santos, "Aperta-me em teus braços", de Anísio Silva e Almeida Rêgo, "Fim de estrada", de Adelino Moreira, "Interesseira", de Murilo Latini e Bidu Reis, "Nono mandamento", de Raul Sampaio e Renê Bittencourt, "Vai, mas vai mesmo", de Ataulfo Alves, "É da banda de lá", de Irvando Luiz e Peteleco, "Chega de saudade", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e "Prece ao sol", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Na contracapa desse LP é feita a seguinte avaliação do trabalho do cantor: "Neste "As "bombas" de 1958" ele chega a nos surpreender, se considerarmos que todas as músicas aqui incluídas foram projetadas pelos maiores artistas brasileiros. Demonstrando, entretanto, todo seu personalismo, não se deixou influenciar pelos estilos e modismos dos criadores destes sucessos e, rigorosamente dentro de suas características, apresenta-nos, por assim dizer, as mesmas melodias revestidas de novas roupagens, em nada inferiores às primitivas e originais. Sucessos que não poderíamos conceber na interpretação de outros artistas, tão identificados estavam com seus criadores, aqui aparecem na vocalização de Risadinha, com a mesma beleza, com o mesmo brilho, provando que a personalidade do cantor é capaz de estabelecer novos êxitos, sem precisar recorrer ao plágio e à imitação".

Gravou em 1959, os sambas "Sacode cabrocha", de sua autoria, "A filha da lavadeira", de Fonseca Filho, e "Não quero mais sofrer", parceria com o ator e radialista Paulo Gracindo. No ano seguinte, registrou os cocos "Vai lavar o siri", de Poty Freitas e José Batista, os sambas "Parasita", uma rara parceria de Donga e sua filha Lígia de Oliveira, "Cem mil réis", uma obra pouco divulgada de Noel Rosa e Vadico, "Pergunte aos meus tamancos", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, e "Quem me vê sorrir", parceria com Ivo Santos, além da marcha"A maré "tá" boa!", com José Roy. No carnaval de 1960, fez sucesso com a marcha "Cacareco é o maior", retratando o protesto feito pelos eleitores paulistas que votaram em peso no rinoceronte "Cacareco", do zoológico paulista. Ainda nesse ano, aproveitando o ensejo da inauguração da cidade de Brasília lançou o LP "De Cabral a Brasília".

Em 1961, lançou seus últimos disco pela Continental, com os sambas "Vai", de Valdir Finoti e Antônio Cirino, "Vinte anos", de sua autoria, "Da água que eu bebi", com Ivo Santos, e a marcha "Sereia fenomenal", com Carlos Bragança. No mesmo ano, assinou contrato com a CBS estreando na nova gravadora em 1962, com o "Mambo quente nº 1", de Olavo Barros e J. Guimarães, e o samba "Eu quero um samba", clássico de Janet de Almeida e Haroldo Barbosa. No mesmo ano, gravou os sambas "Cadê Brigite", com José Roy, uma das muitas músicas da época a enaltecer a atriz francesa Brigite Bardot, e que foi bastante executada no carnaval do ano seguinte, e "Piri...Piri", com Ivo Santos, além da canção "Je né sais pas porquoi", de Chuvisco e F. Biacheri, e a marcha "Vedete do morro", de José Garcia e Roberto Nunes. Em 1963, gravou os sambas "Amor de olhar", de Britinho e Fernando César, "Alô bicuda" e "Deixa o meu pranto rolar", parcerias com Ivo Santos, de razoável sucesso no carnaval do ano seguinte, e "Ai morena", com José Roy. Em 1964, gravou pelo pequeno selo Musi-Color o samba "Chegou Papai Noel", de sua autoria, e a marcha "Lá vem o bom velhinho", com Ivo Santos.

Em 1974, participou juntamente com Os Cariocas, Jamelão, Maysa, Albertinho Fortuna, Ted Moreno, Nelly Martins e Luely Figueiró, da gravação da "Sinfonia do Rio de Janeiro", de Billy Blanco e Tom Jobim.

No ano de 1975, lançou compacto simples pela RGE/Fermata, com os sambas "Rosa vermelha", de sua autoria e Mário Rossi, e "Até de madrugada", de sua autoria e Newton Teixeira. No mesmo ano, Claudete Soares regravou "Se eu errei" no LP "Corpo e alma", da EMI/Odeon.

Fez gravações pelas gravadores Odeon, Continental e CBS, lançando mais de cinquenta discos em 78 rpm deixando seu nome gravado na memória do carnaval carioca. Por ocasião de sua morte, assim dele se referiu o cronista Jota Efegê em sua coluna no jornal O Globo: "Merecia assim, e bem, o título de "Cidadão carioca" que, em perfeito ato de justiça, lhe foi concedido. Bom sambista, bom cantor das musiquinhas brejeiras, das marchinhas alegres que no carnaval, antes e depois, se ouvia em nossa cidade, ele era, de fato e titulado oficialmente, carioca".

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Renato Barbosa

(1954 ********* Vassouras/RJ, 25/5/2003)

Conhecido como o Rei da Paródia, Renato Barbosa começou sua carreira no rádio nos anos 70. De lá veio o convite para fazer parte do programa “Boa Noite Brasil” de Flávio Cavalcanti na Bandeirantes.

Nos anos 90, ganhou o comando do “Quem sabe…sábado!” na Record. Seu último trabalho foi na Band, na produção do “A Noite É Uma Criança”.

Renato participou do “Programa Flávio Cavalcanti”, “Show de Variedades“ e “Show de Prêmios“ todos no SBT. Compôs os temas de abertura dos infantis “Show Maravilha” e “Dó Ré Mi Fá Sol Lá Simony“.

Ficou conhecido como o “Rei da Paródia” por suas participações no lendário “Show de Calouros”, onde atuava semanalmente, às vezes até como jurado. Em uma delas, se utilizou de “Saudosa maloca” para falar dos problemas de saúde de Silvio Santos e de “Caça e Caçador” para promover um relacionamento entre os jurados Elke Maravilha e Pedro de Lara.

No início de 2003 descobriu a doença, que se agravou em pouco tempo. Com seu jeito irreverente, bom humor, talento e criatividade, Renato Barbosa deixou saudade na televisão.

Renato Barbosa era irmão do novelista Benedito Ruy Barbosa. (informação não confirmada)

Renato era solteiro e faleceu em 2003, aos 49 anos em, vítima de câncer de próstata.

Fonte: Central de Notícias.