(Belém/PA, 31/8/1941 ********* Belém/PA, 2/6/2009)
Walter Bandeira foi um destacado artista paraense. Cantor, locutor, pintor, ator, professor, bacharel em Filosofia e poliglota fluente em francês, surgiu no cenário cultural paraense na década de 60. Filho da professora Risoleta Bandeira e irmão do notável jornalista e também cantor Euclides "Chembra" Bandeira, começou cantando por volta de 1967/68 numa boate chamada Tic Tac e acompanhou o início da carreira de cantoras do primeiro time da MPB, como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro.
Nos palcos, sua voz e suas performances sempre atraíam grande público. Nos anos 70, em parceria com o pianista Leslie "Sam" Oliveira que foi professor de música da cantora Jane Duboc, formou a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, com a participação do guitarrista Bob Freitas, do baixista José Maneschy e do baterista João Moleque, que marcou as noites que agitavam os clubes e salões de festas em Belém do Pará como Assembléia Paraense, Tênis Clube do Pará, Pará Clube, Clube do Remo, Tuna Luso Brasileira entre outros.
Foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Fez muito sucesso na década de 80 com o grupo Gema, ao lado novamente de Bob Freitas com Nêgo Nelson, Kzan Gama e Dadadá, badalando as casas noturnas da cidade como no bar Maracaibo, Clube do Círculo Militar, Iate Clube do Pará e boate La Cage. Ainda nos anos 90, Walter conservava sua legião de fãs e era uma certeza de casa lotada todas as semanas no concorrido Bar & Café Cosanostra, localizado no bairro de Nazaré em Belém.
Apresentou-se inúmeras vezes no Theatro da Paz onde participou de shows ao lado de nomes como Pery Ribeiro e Johnny Alf. Foi cartaz frequente no Teatro Experimental Waldemar Henrique onde fez uma de suas apresentações mais memoráveis com o show "Assim", ocasião em que o público intelectual da terra deliciou-se com seu inconfundível canto. O publicitário Pedro Galvão brincou na época: "Pior que o Walter Bandeira, só a Elis Regina".
Gravou poucos discos e não nutria maiores ambições de sair de Belém e ganhar o mundo. O universo de Walter era o Pará.
Walter Bandeira ficou conhecido como a grande voz do Pará. Pela versatilidade de seu talento tornou-se um dos mais requisitados e prestigiados locutores paraenses, ganhando grande destaque no mercado publicitário e audiovisual, emprestando sua sonora voz na produção de peças publicitárias famosas na mídia regional, como em propagandas da marca de alimentícios Hiléia e no vídeo institucional para TV do evento Arte Pará.
Como ator, participou de várias espetáculos e filmes. Participou do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.
Nos últimos anos vida era professor de voz e dicção da Escola de Arte e Dança da Universidade Federal do Pará.
Faleceu em Belém após complicações por um câncer no esôfago. Tinha 67 anos de idade.
Fonte: Wikpédia.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Walter Bandeira
Maurício Tapajós
(Rio de Janeiro/RJ, 27/12/1943 ******* Rio de Janeiro/RJ, 21/4/1995)
Maurício Tapajós Gomes, ou simplesmente, Maurício Tapajós, foi um compositor. instrumentista. cantor. produtor musical e arquiteto.
Filho do cantor, compositor e radialista Paulo Tapajós. Irmão do compositor Paulinho Tapajós e da cantora Dorinha Tapajós. Sua primeira música apresentada em público foi "Amor de gente moça" (c/ Nelson Motta), interpretada ao vivo no rádio por Neli Ramos e a Orquestra do Maestro Radamés Gnatalli. Foi aluno de Ian Guest (arranjo) no Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical (Cigam).
Em 1968, formou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em 1963, teve pela primeira vez registrada em disco uma composição de sua autoria, "Carro de boi" (c/ Cacaso), gravada pelo grupo vocal Os Cariocas.
Em 1966, assinou a direção musical e a trilha sonora, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Carlos Brito (Cacaso), da ópera popular "João Amor e Maria", de autoria de Hermínio Bello de Carvalho. O musical foi encenado no Teatro Jovem (RJ), por um elenco formado por Betty Faria, Fernando Lébeis, José Wilker, José Damasceno, Cécil Thiré e os integrantes do grupo vocal MPB-4, com direção de Kleber Santos e Nélson Xavier e cenários de Marcos Flaksman. A trilha sonora do espetáculo, de sua parceria com Hermínio Bello de Carvalho, foi lançada em disco.
Em 1967, sua música "Mudando de conversa" (c/ Hermínio Belo de Carvalho) foi gravada, com sucesso, por Dóris Monteiro.
Assinou a direção musical e participou da trilha sonora de peças teatrais como "Coronel de Macambira", de Joaquim Cardoso, "Arena conta Tiradentes", de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, com músicas de Gilberto Gil, Sidney Miller e Teo de Barros, e "Yerma", de Garcia Lorca, além de shows como "Clara mestiça", de Clara Nunes, e "Transversal do tempo", de Elis Regina.
Dirigiu vários shows apresentados pelo Projeto Pixinguinha (Funarte), como os de Nana Caymmi & Ivan Lins, Joyce & Toninho Horta e outros.
Atuante na luta pela moralização do direito autoral no país, criou no início da década de 1970 a Sombrás, juntamente com Chico Buarque, Aldir Blanc e Hermínio Bello de Carvalho.
Até 1977, paralelamente ao seu trabalho na música, exerceu também sua profissão de arquiteto, tendo atuado em projetos como a construção dos conjuntos arquitetônicos Barramares, Alfa-Barra e Santa Helena, todos na Barra da Tijuca (RJ), entre vários outros. Ainda em 1977, fundou, com Paulinho da Viola, Edu Lobo e João Bosco, a Sociedade de Artistas e Compositores Independentes (Saci). Destacou-se também por sua atuação à frente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro e como presidente da Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes (Amar), na defesa dos direitos autorais.
Como intérprete de suas canções, gravou, em 1980, o LP "Olha aí".
Lançou, em 1984, um LP duplo com o parceiro Aldir Blanc.
Ainda na década de 1980, excursionou por diversos países, apresentando-se com Beth Carvalho e Paulo Moura em Angola (1981), com Marcos Vinicius no XV Festival da Canção Política realizado na Alemanha (1985) e com Joyce no Equador (1987).
Trabalhou na Rádio Roquete Pinto, apresentando, ao lado de Magro Waghabi, do grupo vocal MPB-4, o programa semanal "O músico em pauta".
Assinou a direção artística do Projeto Brahma Extra, série "Grandes compositores". Participou do projeto também como compositor, tendo sido homenageado em 1987.
Como produtor musical, foi responsável por discos de Sérgio Ricardo, Viva Voz, Dóris Monteiro e Lúcio Alves, entre outros, além do antológico "Transversal do tempo", de Elis Regina, em parceria com César Camargo Mariano e Rogério Costa. Produziu, com Ricardo Cravo Albin, o álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", da campanha de aleitamento da LBA, com vários intérpretes, como Cauby Peixoto, Tito Madi, Chico Buarque, Peri Ribeiro, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Marlene, Emilinha Borba, Marisa Gata Mansa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Emílio Santiago, entre outros. Do álbum duplo, venderam-se 300 mil cópias, só nas agências do Banco do Brasil, o que rendeu Disco de Ouro (BMG-Ariola) para seus produtores.
Entre suas músicas de maior sucesso destacam-se "Tô voltando" (c/ Paulo César Pinheiro), adotada em 1979 como o Hino da Anistia aos presos políticos exilados pela ditadura militar, "Pesadelo" (c/ Paulo César Pinheiro), "Agora é Portela 74" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Querelas do Brasil" (c/ Aldir Blanc), entre outras.
Faleceu no dia 21 de abril de 1995. Ainda nesse ano, foi realizado, no Teatro João Caetano (RJ), o show tributo "Amigos lembram Maurício Tapajós", com a participação de Paulinho Tapajós, Mu Carvalho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, João Nogueira, Sérgio Ricardo, Cristina Buarque, Miúcha, Os Cariocas, O Trio, Cristóvão Bastos, Zezé Gonzaga, Célia Vaz, Alaíde Costa, Moacyr Luz, Marco Sacramento, Paulo Malaguti, Elza Maria e Amélia Rabelo, entre outros.
Seu nome batizou o Fórum de Direito Autoral, em 1998, e a Sala de Reunião da Diretoria da Amar, no ano seguinte.
Constam da relação de intérpretes de suas canções artistas como Simone, Sérgio Mendes, Viva Voz, Dóris Monteiro, Elis Regina, Quarteto em Cy, MPB-4, Os Cariocas, Emílio Santiago, Milton Nascimento, Ciro Monteiro, Dalva de Oliveira, Clara Nunes, Ivan Lins, Claudette Soares, Sonia Santos, Carmen Costa, Cristina Santos, Marília Barbosa, Martinália e Paulinho Tapajós, entre outros.
A partir de 2001, seus filhos Lúcio e Márcio começaram a se dedicar à organização do acervo deixado pelo pai. Vinte e uma fitas cassete, uma fita de rolo e registros em LPs foram remasterizados e transpostos para MP3. Foi feita a digitalização de 50 partituras, 150 manuscritos, 95 folhas de páginas de catálogo, 90 textos, fotos, entrevistas e depoimentos.
Em 2005, foi lançado um CD single com “Samba pro Hermínio” (Maurício Tapajós e Joyce) e “Samba pro Maurício” (Joyce e Hermínio Bello de Carvalho), na voz de Joyce e Zé Renato.
Em 2006, entrou na internet um site-memorial com vasto material referente à sua obra, incluindo músicas em MP3, e foi lançado o CD “Sobra repletas”, contendo gravações, realizadas nesse mesmo ano, das seguintes inéditas de sua autoria: “Vida jogada fora” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Joyce; “Sábado à noite” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Chico Buarque; “Calçadas” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Alaíde Costa; “Neide” (c/ Aldir Blanc), interpretada por Zé Luiz Mazziotti; “Calça de veludo” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por MPB4; “E a vergonha?” (c/ Aldir Blanc), interpretada por Zé Renato; “Esse pobre brasileiro” (c/ Capinam), interpretada por Zélia Duncan; “Valsa do bem e do mal” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Zezé Gonzaga; “Desconsolo” (c/ Nelson Cavaquinho e Hermínio Bello de Carvalho), interpretada por Mônica Salmaso; “Maresia” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Dori Caymmi; “Surdina” (c/ Cacaso), interpretada por Tatiana Parra; “Que nem manequim” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Guinga; e “Vou deixar pra amanhã” (c/ João Nogueira e Aldir Blanc), interpretada por Fabiana Cozza; além de “Quem me dera” (c/ Hermínio Bello de Carvalho), na interpretação de Clara Nunes, a partir da recuperação de fita de rolo do acervo de Hermínio Bello de Carvalho. O disco, produzido por Luiz Ribeiro, contou ainda com a participação dos músicos Maurício Maestro (violão), Ricardo Stroeter (baixo) Tutty Moreno (bateria), Maurício Carrilho (violão de 7 cordas), Luciana Rabello (cavaquinho), Celsinho Silva (percussão), Rui Alvim (clarinete e sax alto), Diego Terra (sax alto) Denize Rodrigues e Pedro Pamplona (sax tenor), Pedro Paes (clarone), Fábio Torres (piano), Paulo Paulelli (violão), Celso de Almeida (bateria), Luiz Ribeiro (violão), Neymar Dias (guitarra e baixo), Douglas Alonso (tamborim), Swami Jr. (violão) Sérgio Reze (bateria), Nailor Proveta (clarinetes), André Mehmari (piano), Luiz Ribeiro (violão e baixo), Gianluca Littera (harmônica), Douglas Alonso (tamborim e surdo), Zé Barbeiro (violão de 7 cordas), Fabrício Rosil (cavaquinho), Milton de Mori (bandolim) e Douglas Alonso (percussão).
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Maurício Tapajós Gomes, ou simplesmente, Maurício Tapajós, foi um compositor. instrumentista. cantor. produtor musical e arquiteto.
Filho do cantor, compositor e radialista Paulo Tapajós. Irmão do compositor Paulinho Tapajós e da cantora Dorinha Tapajós. Sua primeira música apresentada em público foi "Amor de gente moça" (c/ Nelson Motta), interpretada ao vivo no rádio por Neli Ramos e a Orquestra do Maestro Radamés Gnatalli. Foi aluno de Ian Guest (arranjo) no Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical (Cigam).
Em 1968, formou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em 1963, teve pela primeira vez registrada em disco uma composição de sua autoria, "Carro de boi" (c/ Cacaso), gravada pelo grupo vocal Os Cariocas.
Em 1966, assinou a direção musical e a trilha sonora, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Carlos Brito (Cacaso), da ópera popular "João Amor e Maria", de autoria de Hermínio Bello de Carvalho. O musical foi encenado no Teatro Jovem (RJ), por um elenco formado por Betty Faria, Fernando Lébeis, José Wilker, José Damasceno, Cécil Thiré e os integrantes do grupo vocal MPB-4, com direção de Kleber Santos e Nélson Xavier e cenários de Marcos Flaksman. A trilha sonora do espetáculo, de sua parceria com Hermínio Bello de Carvalho, foi lançada em disco.
Em 1967, sua música "Mudando de conversa" (c/ Hermínio Belo de Carvalho) foi gravada, com sucesso, por Dóris Monteiro.
Assinou a direção musical e participou da trilha sonora de peças teatrais como "Coronel de Macambira", de Joaquim Cardoso, "Arena conta Tiradentes", de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, com músicas de Gilberto Gil, Sidney Miller e Teo de Barros, e "Yerma", de Garcia Lorca, além de shows como "Clara mestiça", de Clara Nunes, e "Transversal do tempo", de Elis Regina.
Dirigiu vários shows apresentados pelo Projeto Pixinguinha (Funarte), como os de Nana Caymmi & Ivan Lins, Joyce & Toninho Horta e outros.
Atuante na luta pela moralização do direito autoral no país, criou no início da década de 1970 a Sombrás, juntamente com Chico Buarque, Aldir Blanc e Hermínio Bello de Carvalho.
Até 1977, paralelamente ao seu trabalho na música, exerceu também sua profissão de arquiteto, tendo atuado em projetos como a construção dos conjuntos arquitetônicos Barramares, Alfa-Barra e Santa Helena, todos na Barra da Tijuca (RJ), entre vários outros. Ainda em 1977, fundou, com Paulinho da Viola, Edu Lobo e João Bosco, a Sociedade de Artistas e Compositores Independentes (Saci). Destacou-se também por sua atuação à frente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro e como presidente da Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes (Amar), na defesa dos direitos autorais.
Como intérprete de suas canções, gravou, em 1980, o LP "Olha aí".
Lançou, em 1984, um LP duplo com o parceiro Aldir Blanc.
Ainda na década de 1980, excursionou por diversos países, apresentando-se com Beth Carvalho e Paulo Moura em Angola (1981), com Marcos Vinicius no XV Festival da Canção Política realizado na Alemanha (1985) e com Joyce no Equador (1987).
Trabalhou na Rádio Roquete Pinto, apresentando, ao lado de Magro Waghabi, do grupo vocal MPB-4, o programa semanal "O músico em pauta".
Assinou a direção artística do Projeto Brahma Extra, série "Grandes compositores". Participou do projeto também como compositor, tendo sido homenageado em 1987.
Como produtor musical, foi responsável por discos de Sérgio Ricardo, Viva Voz, Dóris Monteiro e Lúcio Alves, entre outros, além do antológico "Transversal do tempo", de Elis Regina, em parceria com César Camargo Mariano e Rogério Costa. Produziu, com Ricardo Cravo Albin, o álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", da campanha de aleitamento da LBA, com vários intérpretes, como Cauby Peixoto, Tito Madi, Chico Buarque, Peri Ribeiro, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Marlene, Emilinha Borba, Marisa Gata Mansa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Emílio Santiago, entre outros. Do álbum duplo, venderam-se 300 mil cópias, só nas agências do Banco do Brasil, o que rendeu Disco de Ouro (BMG-Ariola) para seus produtores.
Entre suas músicas de maior sucesso destacam-se "Tô voltando" (c/ Paulo César Pinheiro), adotada em 1979 como o Hino da Anistia aos presos políticos exilados pela ditadura militar, "Pesadelo" (c/ Paulo César Pinheiro), "Agora é Portela 74" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Querelas do Brasil" (c/ Aldir Blanc), entre outras.
Faleceu no dia 21 de abril de 1995. Ainda nesse ano, foi realizado, no Teatro João Caetano (RJ), o show tributo "Amigos lembram Maurício Tapajós", com a participação de Paulinho Tapajós, Mu Carvalho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, João Nogueira, Sérgio Ricardo, Cristina Buarque, Miúcha, Os Cariocas, O Trio, Cristóvão Bastos, Zezé Gonzaga, Célia Vaz, Alaíde Costa, Moacyr Luz, Marco Sacramento, Paulo Malaguti, Elza Maria e Amélia Rabelo, entre outros.
Seu nome batizou o Fórum de Direito Autoral, em 1998, e a Sala de Reunião da Diretoria da Amar, no ano seguinte.
Constam da relação de intérpretes de suas canções artistas como Simone, Sérgio Mendes, Viva Voz, Dóris Monteiro, Elis Regina, Quarteto em Cy, MPB-4, Os Cariocas, Emílio Santiago, Milton Nascimento, Ciro Monteiro, Dalva de Oliveira, Clara Nunes, Ivan Lins, Claudette Soares, Sonia Santos, Carmen Costa, Cristina Santos, Marília Barbosa, Martinália e Paulinho Tapajós, entre outros.
A partir de 2001, seus filhos Lúcio e Márcio começaram a se dedicar à organização do acervo deixado pelo pai. Vinte e uma fitas cassete, uma fita de rolo e registros em LPs foram remasterizados e transpostos para MP3. Foi feita a digitalização de 50 partituras, 150 manuscritos, 95 folhas de páginas de catálogo, 90 textos, fotos, entrevistas e depoimentos.
Em 2005, foi lançado um CD single com “Samba pro Hermínio” (Maurício Tapajós e Joyce) e “Samba pro Maurício” (Joyce e Hermínio Bello de Carvalho), na voz de Joyce e Zé Renato.
Em 2006, entrou na internet um site-memorial com vasto material referente à sua obra, incluindo músicas em MP3, e foi lançado o CD “Sobra repletas”, contendo gravações, realizadas nesse mesmo ano, das seguintes inéditas de sua autoria: “Vida jogada fora” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Joyce; “Sábado à noite” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Chico Buarque; “Calçadas” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Alaíde Costa; “Neide” (c/ Aldir Blanc), interpretada por Zé Luiz Mazziotti; “Calça de veludo” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por MPB4; “E a vergonha?” (c/ Aldir Blanc), interpretada por Zé Renato; “Esse pobre brasileiro” (c/ Capinam), interpretada por Zélia Duncan; “Valsa do bem e do mal” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Zezé Gonzaga; “Desconsolo” (c/ Nelson Cavaquinho e Hermínio Bello de Carvalho), interpretada por Mônica Salmaso; “Maresia” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Dori Caymmi; “Surdina” (c/ Cacaso), interpretada por Tatiana Parra; “Que nem manequim” (c/ Paulo César Pinheiro), interpretada por Guinga; e “Vou deixar pra amanhã” (c/ João Nogueira e Aldir Blanc), interpretada por Fabiana Cozza; além de “Quem me dera” (c/ Hermínio Bello de Carvalho), na interpretação de Clara Nunes, a partir da recuperação de fita de rolo do acervo de Hermínio Bello de Carvalho. O disco, produzido por Luiz Ribeiro, contou ainda com a participação dos músicos Maurício Maestro (violão), Ricardo Stroeter (baixo) Tutty Moreno (bateria), Maurício Carrilho (violão de 7 cordas), Luciana Rabello (cavaquinho), Celsinho Silva (percussão), Rui Alvim (clarinete e sax alto), Diego Terra (sax alto) Denize Rodrigues e Pedro Pamplona (sax tenor), Pedro Paes (clarone), Fábio Torres (piano), Paulo Paulelli (violão), Celso de Almeida (bateria), Luiz Ribeiro (violão), Neymar Dias (guitarra e baixo), Douglas Alonso (tamborim), Swami Jr. (violão) Sérgio Reze (bateria), Nailor Proveta (clarinetes), André Mehmari (piano), Luiz Ribeiro (violão e baixo), Gianluca Littera (harmônica), Douglas Alonso (tamborim e surdo), Zé Barbeiro (violão de 7 cordas), Fabrício Rosil (cavaquinho), Milton de Mori (bandolim) e Douglas Alonso (percussão).
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
Dércio Marques
(Uberaba/MG, 1947 ******* Salvador/BA, 26/6/2012)
Cantor, compositor e violeiro, Dércio Marques nasceu em Minas Gerais, mudando-se mais tarde para São Paulo.
Apresentou-se em diversas cidades do interior acompanhado da irmã Dorothy. Lançou o primeiro disco em 1977, pelo selo Marcus Pereira, com o título de "Terra, vento, caminho", no qual interpreta entre outras, "O menino", de Atahualpa Yupangui, com adaptação sua, "As curvas do rio", de Elomar, "Glória de Sá", de sua autoria e "Árvore", sua e de Chico Gaudio.
Em 1979, lançou pelo selo Copacabana o disco "Canto forte-Coro da primavera", do qual tomaram parte os músicos Oswaldinho do Acordeom e Heraldo, ex-integrante do Quarteto Novo. Contou também com a participação da Orquestra de Violeiros de Osasco que tocou a toada brejeira "Natureza", de Dino Franco. Destacam-se ainda no disco, as composições "Sabiá", de João do Vale, Luis Di França e José Candido, "Arrumação", de Elomar, "Decisão", do próprio Dercio e Manuel Bezerra, "Pobre do cantor", do cubano Silvio Rodrigues com adaptação de Dercio Marques e "Companheiro", conto do folclore mineiro recolhida por Chico Alves da Silva, entre outras. Como produtor lançou a cantora Diana Pequeno e o violeiro Elomar.
Em 1996 foi indicado para o prêmio Sharp de meljor disco infantil com "Monjolear", gravado em Uberlândia (MG), com 240 crianças.
Em seu disco "Folias do Brasil" de 2000, ano de comemoração dos +500 anos, registra aspectos desta secular tradição da folia de Reis e folia do Divino que teve origem em Portugal no século XIII (segundo o prof. Agostinho da Silva), foi banida pela Igreja Católica no tempo da Inquisição, migrou para ilhas dos Açores, chegando ao Brasil com esse povo açoreano e espalhando-de por todas as regiões do país, principalmente Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.
Dércio Marques morreu por insuficiência renal, devido a complicações de um câncer no pâncreas. O cantor permaneceu internado por três semanas no Hospital Ana Nery, onde se recuperava da operação de retirada do pâncreas, vesícula e baço.
Segundo Sônia Machado, secretária do músico, Dércio Marques começou a dar sinais da doença em dezembro de 2011, mas só no início de 2012 foi diagnosticado com câncer. O corpo do compositor foi velado no cemitério Jardim da Saudade cremado no mesmo local.
Dércio Marques alternava sua residência entre sua cidade natal, Uberaba, no Triângulo Mineiro, e Salvador. Ele deixou uma companheira e quatro filhos.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB, Wikipédia e Terra.
Cantor, compositor e violeiro, Dércio Marques nasceu em Minas Gerais, mudando-se mais tarde para São Paulo.
Apresentou-se em diversas cidades do interior acompanhado da irmã Dorothy. Lançou o primeiro disco em 1977, pelo selo Marcus Pereira, com o título de "Terra, vento, caminho", no qual interpreta entre outras, "O menino", de Atahualpa Yupangui, com adaptação sua, "As curvas do rio", de Elomar, "Glória de Sá", de sua autoria e "Árvore", sua e de Chico Gaudio.
Em 1979, lançou pelo selo Copacabana o disco "Canto forte-Coro da primavera", do qual tomaram parte os músicos Oswaldinho do Acordeom e Heraldo, ex-integrante do Quarteto Novo. Contou também com a participação da Orquestra de Violeiros de Osasco que tocou a toada brejeira "Natureza", de Dino Franco. Destacam-se ainda no disco, as composições "Sabiá", de João do Vale, Luis Di França e José Candido, "Arrumação", de Elomar, "Decisão", do próprio Dercio e Manuel Bezerra, "Pobre do cantor", do cubano Silvio Rodrigues com adaptação de Dercio Marques e "Companheiro", conto do folclore mineiro recolhida por Chico Alves da Silva, entre outras. Como produtor lançou a cantora Diana Pequeno e o violeiro Elomar.
Em 1996 foi indicado para o prêmio Sharp de meljor disco infantil com "Monjolear", gravado em Uberlândia (MG), com 240 crianças.
Em seu disco "Folias do Brasil" de 2000, ano de comemoração dos +500 anos, registra aspectos desta secular tradição da folia de Reis e folia do Divino que teve origem em Portugal no século XIII (segundo o prof. Agostinho da Silva), foi banida pela Igreja Católica no tempo da Inquisição, migrou para ilhas dos Açores, chegando ao Brasil com esse povo açoreano e espalhando-de por todas as regiões do país, principalmente Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.
Dércio Marques morreu por insuficiência renal, devido a complicações de um câncer no pâncreas. O cantor permaneceu internado por três semanas no Hospital Ana Nery, onde se recuperava da operação de retirada do pâncreas, vesícula e baço.
Segundo Sônia Machado, secretária do músico, Dércio Marques começou a dar sinais da doença em dezembro de 2011, mas só no início de 2012 foi diagnosticado com câncer. O corpo do compositor foi velado no cemitério Jardim da Saudade cremado no mesmo local.
Dércio Marques alternava sua residência entre sua cidade natal, Uberaba, no Triângulo Mineiro, e Salvador. Ele deixou uma companheira e quatro filhos.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB, Wikipédia e Terra.
Ed Lincoln
(Fortaleza/CE, 31/5/1932 ******* Rio de Janeiro/RJ, 16/7/2012)
Ed Lincoln trabalhou no "Jornal do Povo" em Fortaleza como revisor e depois como redator. Aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde sua música se tornaria conhecida.
Curiosamente, o artista que marcou gerações em bailes e discos tocando órgão, começou a carreira com outro instrumento - sua estreia em disco, em 1955, foi como contrabaixista do LP "Uma noite no Plaza", num trio com Luiz Eça (piano) e Paulo Ney (guitarra). Do baixo, ele passou ao piano e, mais tarde, ao órgão, no qual estabeleceu, a partir da década de 1960, sua sonoridade característica: um samba balançado, moldado para os salões.
Gravou muitos discos (como "Ao teu ouvido" e "Ed Lincoln boate"), assinando seu nome ou o de conjuntos fictícios como The Lovers e 4 Cadillacs.
Em disco e nos bailes, Lincoln teve a seu lado grandes instrumentistas - como Bebeto Castilho, Durval Ferreira, Alex Malheiros, Márcio Montarroyos, Luiz Alves e Wilson das Neves. O baterista lembra que conheceu Ed Lincoln em 1959, quando chegou à boate Drink. Ambos, então, tocavam na noite, mas só começaram a trabalhar juntos em 1963.
" Fui tocar no conjunto dele e fiquei lá por uns três ou quatro anos. Ele nos ensinava tocando, tinha uma forma de conduzir que era um ensinamento " lembra Wilson. " É uma perda irreparável, um grande músico, de muito bom gosto e sensibilidade.
O conjunto de Lincoln também incluía cantores como Orlandivo, Silvio Cesar e Emílio Santiago, que lançou em 2010 o disco "Só danço samba", dedicado ao repertório do organista. Emílio ressalta títulos que sempre acompanham o nome do organista:
" Era o rei dos bailes, um dos fundadores do samba-rock. Ele escreveu o nome na música brasileira e na história carioca. Com Lincoln, aprendi muito, ele tinha uma sonoridade própria.
Em 1963 - mesmo ano em que havia lançado o histórico disco "Seu piano e seu órgão espetacular", que tinha sua leitura para músicas como "Só danço samba" e "Influência do jazz" -, o músico sofreu um grave acidente de carro que o deixou parado por sete meses. O hiato acabou com o lançamento do disco "A volta", em 1964. Os bailes continuaram ao longo da década, No início dos anos 1970, Lincoln passou a se dedicar mais a jingles e trilhas sonoras. Interessado na tecnologia, chegou a fazer experiências com computadores e música ainda na década de 1980 - em 1988, chegou a gravar um disco, "Toque novo", num microcomputador.
Computadores à parte, a modernidade que sempre acompanhou sua música atraiu gerações mais jovens a partir do início do novo século. Em 2000, mesma época em que a obra de Lincoln começava a chamar a atenção de DJs britânicos, Ed Motta convidou-o para tocar órgão na música "Conversa mole".
" Sempre fui superfã. Tive a honra de ter sua participação no meu disco "Segundas intenções" " lembra Ed Motta. " Fui muito influenciado por ele na minha maneira de tocar piano. A música brasileira perde um grande instrumentista.
Até mesmo o funk carioca bebeu da fonte de Lincoln, regravando no início dos anos 2000 "É o Cid", parceria clássica do organista com Silvio César.
Após décadas longe dos palcos, Ed Lincoln se apresentou em 2003 na série de shows "Sambalanço, a bossa que correu o mundo" e no espetáculo "Saudade fez um samba" - ambos no Centro Cultural Banco do Brasil. Com a saúde debilitada por problemas pulmonares e de coluna (resquício do acidente sofrido em 1963), Lincoln se recolheu em Petrópolis. Em 2007, voltou aos estúdios para gravar uma participação no samba "Sem compromisso", numa colaboração com Marcelinho Da Lua.
O cineasta Marcelo Almeida filmou em 2010 o documentário "Ed Lincoln - O rei do sambalanço", que está em finalização:
Em 2011, a gravadora Discobertas lançou a caixa "O rei dos bailes", com seis dos discos que Lincoln lançou na década de 1960.
" Foi um prazer ter realizado esse trabalho enquanto ele estava vivo " diz Fróes, que lembra que Lincoln trabalhava ativamente em seu estúdio na Lapa até pouco antes de adoecer. " Ele foi muito ativo nos bastidores e, depois que deixou de lançar discos, passou a gravar jingles publicitários, fazer direção artística e arranjos para outros músicos. Era um homem hipertalentoso, sabia muito bem trabalhar com computadores, esteve sempre muito antenado com o tempo em que vivia.
Ed Lincoln morreu aos 80 anos. Sofrendo há anos de limitação de movimentos por causa de um acidente, seu quadro se agravou recentemente quando contraiu uma infecção urinária. Ele estava internado havia dez dias e morreu por conta de um quadro de insuficiência respiratória. O enterro ocorreu no Cemitério São João Batista, no Rio.
Fonte: O Nordeste.com
Ed Lincoln trabalhou no "Jornal do Povo" em Fortaleza como revisor e depois como redator. Aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde sua música se tornaria conhecida.
Curiosamente, o artista que marcou gerações em bailes e discos tocando órgão, começou a carreira com outro instrumento - sua estreia em disco, em 1955, foi como contrabaixista do LP "Uma noite no Plaza", num trio com Luiz Eça (piano) e Paulo Ney (guitarra). Do baixo, ele passou ao piano e, mais tarde, ao órgão, no qual estabeleceu, a partir da década de 1960, sua sonoridade característica: um samba balançado, moldado para os salões.
Gravou muitos discos (como "Ao teu ouvido" e "Ed Lincoln boate"), assinando seu nome ou o de conjuntos fictícios como The Lovers e 4 Cadillacs.
Em disco e nos bailes, Lincoln teve a seu lado grandes instrumentistas - como Bebeto Castilho, Durval Ferreira, Alex Malheiros, Márcio Montarroyos, Luiz Alves e Wilson das Neves. O baterista lembra que conheceu Ed Lincoln em 1959, quando chegou à boate Drink. Ambos, então, tocavam na noite, mas só começaram a trabalhar juntos em 1963.
" Fui tocar no conjunto dele e fiquei lá por uns três ou quatro anos. Ele nos ensinava tocando, tinha uma forma de conduzir que era um ensinamento " lembra Wilson. " É uma perda irreparável, um grande músico, de muito bom gosto e sensibilidade.
O conjunto de Lincoln também incluía cantores como Orlandivo, Silvio Cesar e Emílio Santiago, que lançou em 2010 o disco "Só danço samba", dedicado ao repertório do organista. Emílio ressalta títulos que sempre acompanham o nome do organista:
" Era o rei dos bailes, um dos fundadores do samba-rock. Ele escreveu o nome na música brasileira e na história carioca. Com Lincoln, aprendi muito, ele tinha uma sonoridade própria.
Em 1963 - mesmo ano em que havia lançado o histórico disco "Seu piano e seu órgão espetacular", que tinha sua leitura para músicas como "Só danço samba" e "Influência do jazz" -, o músico sofreu um grave acidente de carro que o deixou parado por sete meses. O hiato acabou com o lançamento do disco "A volta", em 1964. Os bailes continuaram ao longo da década, No início dos anos 1970, Lincoln passou a se dedicar mais a jingles e trilhas sonoras. Interessado na tecnologia, chegou a fazer experiências com computadores e música ainda na década de 1980 - em 1988, chegou a gravar um disco, "Toque novo", num microcomputador.
Computadores à parte, a modernidade que sempre acompanhou sua música atraiu gerações mais jovens a partir do início do novo século. Em 2000, mesma época em que a obra de Lincoln começava a chamar a atenção de DJs britânicos, Ed Motta convidou-o para tocar órgão na música "Conversa mole".
" Sempre fui superfã. Tive a honra de ter sua participação no meu disco "Segundas intenções" " lembra Ed Motta. " Fui muito influenciado por ele na minha maneira de tocar piano. A música brasileira perde um grande instrumentista.
Até mesmo o funk carioca bebeu da fonte de Lincoln, regravando no início dos anos 2000 "É o Cid", parceria clássica do organista com Silvio César.
Após décadas longe dos palcos, Ed Lincoln se apresentou em 2003 na série de shows "Sambalanço, a bossa que correu o mundo" e no espetáculo "Saudade fez um samba" - ambos no Centro Cultural Banco do Brasil. Com a saúde debilitada por problemas pulmonares e de coluna (resquício do acidente sofrido em 1963), Lincoln se recolheu em Petrópolis. Em 2007, voltou aos estúdios para gravar uma participação no samba "Sem compromisso", numa colaboração com Marcelinho Da Lua.
O cineasta Marcelo Almeida filmou em 2010 o documentário "Ed Lincoln - O rei do sambalanço", que está em finalização:
Em 2011, a gravadora Discobertas lançou a caixa "O rei dos bailes", com seis dos discos que Lincoln lançou na década de 1960.
" Foi um prazer ter realizado esse trabalho enquanto ele estava vivo " diz Fróes, que lembra que Lincoln trabalhava ativamente em seu estúdio na Lapa até pouco antes de adoecer. " Ele foi muito ativo nos bastidores e, depois que deixou de lançar discos, passou a gravar jingles publicitários, fazer direção artística e arranjos para outros músicos. Era um homem hipertalentoso, sabia muito bem trabalhar com computadores, esteve sempre muito antenado com o tempo em que vivia.
Ed Lincoln morreu aos 80 anos. Sofrendo há anos de limitação de movimentos por causa de um acidente, seu quadro se agravou recentemente quando contraiu uma infecção urinária. Ele estava internado havia dez dias e morreu por conta de um quadro de insuficiência respiratória. O enterro ocorreu no Cemitério São João Batista, no Rio.
Fonte: O Nordeste.com
Marcos Roberto
26/6/1941 ******* Osasco/SP, 21/7/2012)
Marcos Roberto Dias Cardoso, ou simplesmente, Marcos Roberto, foi um cantor brasileiro de grande sucesso nas décadas de 60 e 70.
Com a música "A Última Carta", Marcos Roberto ficou meses em primeiro lugar nas paradas e vendeu mais de dois milhões de discos.
Um dos cantores mais premiados, ganhou o troféu Chico Viola e vários discos de platina e diamante. Marcos Roberto participou dos principais programas de rádio e televisão da época.
Apareceu de fato já no final da Jovem Guarda, com a música "Vá Embora Daqui" e fez tanto sucesso na seqüência de sua carreira, que foi convidado a estrelar o filme "Idílio Proibido"
Em 1960 gravou o lado B do 78 rpm de Don Angiolella, mais tarde Dori Edson. Os dois fizeram inúmeras composições, que foram sucesso com diferentes intérpretes.
Participou com grande brilho do show da Rádio América, em 15 de março de 1968, no antigo Cine Piratininga do Bras, espetáculo comandado por José Paulo de Andrade, Sergio de Freitas e Newton Miranda, apresentadores de uma das programações jovens de maior audiência no rádio, na época.
Marcos Roberto ultimamente era produtor de novos cantores e bandas musicais e continuava compondo músicas.
O cantor faleceu aos 71 anos devido a falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado no Hospital Municipal Antônio Giglio, na cidade de Osasco, em São Paulo.
Seu velório foi realizado no cemitério municipal da cidade e o enterro no Cemitério Santo Antônio. Alguns fãs do músico também estiveram presentes no local, além de familiares e amigos.
Fontes: Wikipédia, Túnel do Tempo e Uol.
Marcos Roberto Dias Cardoso, ou simplesmente, Marcos Roberto, foi um cantor brasileiro de grande sucesso nas décadas de 60 e 70.
Com a música "A Última Carta", Marcos Roberto ficou meses em primeiro lugar nas paradas e vendeu mais de dois milhões de discos.
Um dos cantores mais premiados, ganhou o troféu Chico Viola e vários discos de platina e diamante. Marcos Roberto participou dos principais programas de rádio e televisão da época.
Apareceu de fato já no final da Jovem Guarda, com a música "Vá Embora Daqui" e fez tanto sucesso na seqüência de sua carreira, que foi convidado a estrelar o filme "Idílio Proibido"
Em 1960 gravou o lado B do 78 rpm de Don Angiolella, mais tarde Dori Edson. Os dois fizeram inúmeras composições, que foram sucesso com diferentes intérpretes.
Participou com grande brilho do show da Rádio América, em 15 de março de 1968, no antigo Cine Piratininga do Bras, espetáculo comandado por José Paulo de Andrade, Sergio de Freitas e Newton Miranda, apresentadores de uma das programações jovens de maior audiência no rádio, na época.
Marcos Roberto ultimamente era produtor de novos cantores e bandas musicais e continuava compondo músicas.
O cantor faleceu aos 71 anos devido a falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado no Hospital Municipal Antônio Giglio, na cidade de Osasco, em São Paulo.
Seu velório foi realizado no cemitério municipal da cidade e o enterro no Cemitério Santo Antônio. Alguns fãs do músico também estiveram presentes no local, além de familiares e amigos.
Fontes: Wikipédia, Túnel do Tempo e Uol.
Magro (MPB-4)
(Itaocara;RJ, 14/11/1943 ******* São Paulo/SP, 8/8/2012)
O cantor e compositor Antônio José Waghabi Filho, carinhosamente chamado Magro, foi integrante do grupo MPB4.
As experiências musicais que resultariam no MPB4 começaram em Niterói (RJ), em 1962. O grupo ganharia esse nome só dois anos depois.
Batizado simplesmente de "MPB4", o primeiro álbum do grupo veio em 1966 e apoiava-se sobretudo no repertório de Chico Buarque -nome que norteou a carreira do grupo durante todo o tempo.
A partir de então, passaram a lançar discos quase anuais -rareando um pouco a partir dos anos 1990.
Os mais cultuados são "Deixa Estar" (1970), "De Palavra em Palavra" (1971) e "Cicatrizes" (1972), criados no período em que o grupo se tornou mais militante no embate conta a ditadura.
O talento de Magro como arranjador vocal ganhou repercussão nacional em 1967, quando ele criou a complexa trama que unia a voz de Chico Buarque às dos quatro meninos do MPB4 em "Roda Viva" (Chico Buarque), canção defendida pelos cinco no 3º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record.
Também é dele o arranjo vocal da gravação original de "Cálice" (Gilberto Gil/ Chico Buarque), cantado por Chico e Milton Nascimento no álbum "Chico Buarque" (1978).
Em 1977, aceitou o convite de Chico para interpretar -não apenas cantando, mas também interpretando- o Jumento no álbum "Saltimbancos", clássico instantâneo que alimenta até hoje o imaginário infantil.
Ali, Chico vertia para o português as canções do argentino Luis Enríquez Bacalov e do italiano Sergio Bardotti. Na versão nacional, Miúcha interpretou a Galinha, Nara Leão, a Gata, e Ruy, também do MPB4, fez o Cachorro.
Dedicado a boleros, "Contigo Aprendi", trabalho mais recente do MPB4, foi lançado em junho de 2012.
Magro estava internado no hospital Santa Catarina, em SP. Desde 2002, ele lutava contra um câncer de próstata. O corpo de Magro foi cremado no crematório da Vila Alpina (SP). O artista faleceu aos 68 anos de idade, deixando mulher e dois filhos.
Fonte: Folha de São Paulo.
O cantor e compositor Antônio José Waghabi Filho, carinhosamente chamado Magro, foi integrante do grupo MPB4.
As experiências musicais que resultariam no MPB4 começaram em Niterói (RJ), em 1962. O grupo ganharia esse nome só dois anos depois.
Batizado simplesmente de "MPB4", o primeiro álbum do grupo veio em 1966 e apoiava-se sobretudo no repertório de Chico Buarque -nome que norteou a carreira do grupo durante todo o tempo.
A partir de então, passaram a lançar discos quase anuais -rareando um pouco a partir dos anos 1990.
Os mais cultuados são "Deixa Estar" (1970), "De Palavra em Palavra" (1971) e "Cicatrizes" (1972), criados no período em que o grupo se tornou mais militante no embate conta a ditadura.
O talento de Magro como arranjador vocal ganhou repercussão nacional em 1967, quando ele criou a complexa trama que unia a voz de Chico Buarque às dos quatro meninos do MPB4 em "Roda Viva" (Chico Buarque), canção defendida pelos cinco no 3º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record.
Também é dele o arranjo vocal da gravação original de "Cálice" (Gilberto Gil/ Chico Buarque), cantado por Chico e Milton Nascimento no álbum "Chico Buarque" (1978).
Em 1977, aceitou o convite de Chico para interpretar -não apenas cantando, mas também interpretando- o Jumento no álbum "Saltimbancos", clássico instantâneo que alimenta até hoje o imaginário infantil.
Ali, Chico vertia para o português as canções do argentino Luis Enríquez Bacalov e do italiano Sergio Bardotti. Na versão nacional, Miúcha interpretou a Galinha, Nara Leão, a Gata, e Ruy, também do MPB4, fez o Cachorro.
Dedicado a boleros, "Contigo Aprendi", trabalho mais recente do MPB4, foi lançado em junho de 2012.
Magro estava internado no hospital Santa Catarina, em SP. Desde 2002, ele lutava contra um câncer de próstata. O corpo de Magro foi cremado no crematório da Vila Alpina (SP). O artista faleceu aos 68 anos de idade, deixando mulher e dois filhos.
Fonte: Folha de São Paulo.
Roberto Silva
(Rio de Janeiro/RJ, 9/4/1920 ******* Rio de Janeiro, 9/9/2012)
O cantor e compositor Roberto Napoleão Silva nasceu no morro do Cantagalo, no bairro de Copacabana. Era filho do chapeleiro italiano Gilisberto Napoleão com a carioca Belarmina Adolfo.
Aos seis anos de idade o pai mudou-se com a família para o subúrbio de Inhaúma. A mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Mas como gostava de cantar, não aprofundou estudos em nenhum dos instrumentos. Frequentava as festinhas da vizinhança, cantando músicas de Pixinguinha, Benedito Lacerda e principalmente dos cantores da época, como Sílvio Caldas, Orlando Silva, de quem teria muita influência no estilo de cantar e Francisco Alves. Aos 12 anos começou a trabalhar numa marmoraria na Rua do Matoso, depois aprendeu e exerceu outras profissões, como lustrador de móveis e mecânico. Em 1936, foi trabalhar no Departamento de Correios e Telégrafos.
No final da década de 1930, começou a frequentar programas de auditório, como o de Celso Guimarães, Renato Murce, Henrique Batista, Barbosa Jr., além do programa de Ary Barroso, o mais famoso e exigente da época.
Em 1938, estreou no programa "Canta mocidade", da Rádio Guanabara, onde trabalhou até 1940. No ano de 1943, após fazer um teste na Rádio Mauá, cantando "Risoleta", de Raul Marques e Moacyr Bernardino, e a valsa "Neusa" de Antonio Caldas e Celso Figueiredo, foi contratado e permaneceu na emissora até 1946. Ali participou de vários programas, entre eles "Trabalhadores cantando". Nesse mesmo ano, gravou pela Continental seu primeiro disco, custeado pelos autores das músicas, os sambas "Ele é esquisito", de Walter Rodrigues, e "O errado sou eu", de Djalma Mafra. Ainda nesse mesmo ano, ingressou na Rádio Nacional, levado por Evaldo Rui e Haroldo Barbosa, onde permaneceu por um ano. Na década de 1940, foi convidado por Paulo Gracindo a fazer parte do elenco da Rádio Tupi, na qual o locutor oficial; Carlos José, o batizou de "O príncipe do samba". Em 1947, foi contratado pelo selo Star, no qual estreou cantando os sambas "Raiou a aurora", de Milton de Oliveira e Carvalhinho, e "Carolina", de Haroldo Lobo e David Nasser. Em 1948, obteve seus primeiro sucesso com o samba "Maria Teresa", de Altamiro Carrilho. No mesmo ano, gravou os sambas "Que dê meu samba", de Domingos Guimarães e Vicente Tonhoque, "Mandei fazer um patuá", de Raimundo Olavo e Norberto Martins, "Minha vizinha", de Cláudio Luiz, e "Trem de Caxias", de Estanislau Silva e Antenor Borges. No ano seguinte, gravou quatro composições do sambista Raimundo Olavo, os sambas "Você diz que é baiana", com Elpídio Viana; "Você foi fazer feitiço" e "Velho ditado", com J. Kleber, e "Juracy me deixou", com Oldemar Magalhães, outro grande sucesso. Gravou também o samba "Minha companheira", de Geraldo Pereira. Ainda no ano de 1949, participou do filme "Eu quero é movimento", de Luís de Barros. Gravou os sambas "Estou jogado fora", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano, e "Sou de circo", de Estanislau Silva e J. Gomes, em 1950, ano em que registrou da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, a marcha "O baile começa às nove", e a marcha-baião "Coitado do Antônio". No mesmo ano, gravou os sambas "Degraus da vida", de Nelson Cavaquinho e César Brasil, e "Ela não tem razão", de José Gonçalves e Abelardo Barbosa, conhecido como Chacrinha.
Gravou em 1951, com acompanhamento de Geraldo Medeiros e seu conjunto, os baiões "O baile começou", de Jorge Tavares e Geraldo Medeiros, e "Rainha do meu sertão", de Washington Fernandes e J. Mendonça. Em 1952, gravou os sambas "Dupla razão", de Del Loro, e "Felicíssimo", de Wilson Batista e Alberto Jesus; os baiões "Fogueira", de Joubert de Carvalho, e "Depois do baile", de Geraldo Medeiros e J. Tavares, e o samba-canção "Ex-filha de Maria", de Lupicínio Rodrigues. No ano seguinte, gravou, já com a gravadora Star transformada em Copacabana, a "Marcha do bobo", de Luiz de França, Ubirajara Mendes e Bené Alexandre, os sambas "Nunca mais", de Evaldo Rui e Gildásio Ferreira, "Coração de pedra", de Nelson Cavaquinho e César Brasil, e "Cabeça que não regula", de Mário Filho e H. Nogueira, e os baiões "A dança da fogueira" e "Mariquinha", da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Gravou em 1954, a marcha "Rico ri à toa", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas "Ficou chorando", da mesma dupla e Jorge Gonçalves; Deixe-me em paz", de Sebastião Gomes e Alcebíades Barcelos, e "Perdi você", de Raimundo Olavo e Silva Jr., que fez razoavel sucesso. Fez bastante sucesso nesse ano com a gravação do samba "Mãe solteira", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Junto com Cyro Monteiro, foi um dos sucessores do estilo de cantar samba sincopado, com rica divisão rítmica, lançada anteriormente por Luís Barbosa e Vassourinha, embora seu fraseado lembrasse Orlando Silva, seu cantor e modelo preferido. Gravou em 1955, os sambas "Lar desmoronado", de Raul Marques, Ermínio do Vale e Oldemar Magalhães, e "Fui boêmio", de Claudionor Cruz e José Utrini. Nesse ano, conheceu novos sucessos com duas composições que se tornaram clássicos da música popular brasileira, o samba-canção "Notícia", de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Norival Reis, e o "Samba rubro-nebro", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Para o carnaval de 1956, gravou os sambas "Me dê seu boné", de Wilson Batista e Jorge de Castro, e "Dolores", de Edgard Nunes e Zeca do Pandeiro. Nesse ano, gravou mais um samba com a temática do futebol, o "Samba do tri-campeão", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Ao longo da carreira registrou inúmeras composições da dupla Wilson Batista e Jorge de Castro, como os sambas "Vagabundo" e "Levanta a moral", de 1957. Também nesse ano, fez bastante sucesso com o samba "Emília", de Wilson Batista e Haroldo Lobo. Lançou em 1958, o LP "Descendo o morro", o primeiro de uma série de quatro no qual interpretou sambas clássicos como "Agora é cinza", de Bide e Marçal; "Falsa baiana", de Geraldo Pereira; "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "Juracy", de Antônio Almeida e Cyro de Souza, e "Seu Libório", de Alberto Ribeiro e João de Barro. No ano seguinte, no LP "Descendo o morro volume 2", cantou "Aos pés da cruz", de José Gonçalves e Marino Pinto, "Chora, cavaquinho", de Dunga; "Se acaso você chegasse", de Lupiscínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Cabelos brancos", de Marino Pinto e Herivelto Martins e "Escurinho", de Geraldo Pereira.
Em 1960, gravou em disco de 78 rpm a marcha-rancho "Ressurrreição dos velhos carnavais", de Lamartine Babo. Nesse ano, gravou o terceiro volume da série "Descendo o morro", que tinha entre outras, "Curare", de Bororó; "Juramento falso", de J. Cascata e Leonel Azevedo; "Boogie-woogie na favela", de Denis Brean; "Meu pecado", de Felisberto Martins e Lupiscínio Rodrigues, e "Errei...erramos", de Ataulfo Alves. Também nesse mesmo ano, lançou o LP "Eu...o luar e a serenata", com as valsas "Ave Maria", de Erotides de Campos; "Três lágrimas", de Ary Barroso; "Rosa", de Pixinguinha; "Mimi", de Uriel Lourival e "Arranha-céu", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. No ano seguinte, lançou o quarto volume da série "Descendo o morro", interpretando "Degraus da vida", de César Brasil, Antônio Braga e Nelson Cavaquinho; "Nossa vida", de Bené Guimarães e Rubens Machado; "Adeus, amor", de Luiz Jannuzzi e Gravia, e "Sombra do passado", de Ary Monteiro e Raimundo Olavo. Em 1962, gravou os boleros "Quem eu quero não me quer", de Raul Sampaio e Ivo Santos, e "Palavras de amor", de Paulo Borges. Gravou os sambas-canção "Serenata da chuva", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, e "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, e a marcha-rancho "Carnaval do Lalá", homenagem de Miguel Gustavo a Lamartine Babo em 1963. Lançou o LP "O príncipe do samba" dois anos depois, no qual interpretou obras como "Não adiante chorar", de Enezio Silva e Dario Aniceto; "Aparências", de Felisberto Martins e Almeidinha; "Fim do boêmio", de Antônio da Silva e Manoel Moreira, e "Diz a verdade todinha", de Roberto Faissal. Em 1964, saiu da Rádio Nacional. No ano seguinte, integrou o cast da Rádio Mayrink Veiga, onde chegou a ter um programa exclusivo e permaceu até 1966. Em 1967, foi novamente contratado pela Rádio Tupi. Lançou o LP "Receita de samba" em 1969, no qual gravou o samba "Fim de reinado", do então iniciante Martinho da Vila, além de "Na virada da montanha", de Ary Barroso e Lamartine Babo; "O bonde São Januário", de Ataulfo Alves e Wilson Batista, e "Meu pranto ninguém vê", de Zé da Zilda e Ataulfo Alves.
Foi contratado em 1970 pela emissora de televisão TV Excelsior, onde ficou por dois anos. Em 1973, gravou o LP "Saudade em forma de samba", com destaque para "Amigo leal", de Aldo Cabral e Benedito Lacerda; "Saudade dela", de Ataulfo Alves; "Da cor do pecado", de Bororó, e "Morena boca de ouro", de Ary Barroso. No ano seguinte, gravou o LP "Samba de morro", com destaque para "Lágrimas", de Blecaute; "Juro por Deus", de Zuzuca e Benedito Reis; "Minha moral", de Raul Morques e Paulo Gesta, e "Vida sem cor", de Barbosa da Silva e Délcio Carvalho. Seu posterior disco foi lançado em 1976, o LP "Roberto Silva interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros", que tinha entre outros sambas, "Tristeza", de Haroldo Lobo e Niltinho; "Você está sumindo", de Jorge de Castro e Geraldo Pereira; "Juro", de Haroldo Barbosa e Milton de Oliveira; "Pisei num despacho", de Elpídio Viana e Geraldo Pereira, e "Acabou a sopa", de Geraldo Pereira e Garcez. Em 1978, lançou o LP "Protesto ao protesto" que trazia a clássica "Chuvas de verão", de Fernando Lobo, e outras composições de autores pouco conhecidos. Em 1979, gravou o LP "A personalidade do samba", no qual interpretou duas composições de sua autoria, "Trouxa", com Geraldo Barbosa e Miriam Nascimento, e "Não posso mais", com Geraldo Barbosa e Miriam Nascimento, além de "Amor inesquecível", de Ivone Lara.
Em 1985, gravou com a cantora Joyce o LP "Wilson Batista, o samba foi sua glória", no qual interpretou obras daquele compositor.
Em 1988, a convite do produtor Ricardo Cravo Albin, participou do álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", interpretando sambas e marchas carnavalescas com nomes de mulher. Alguns de seus discos, foram produzidos como brindes de empresas como FENAB (Federação Nacional de Associações Atléticas do Banco do Brasil) e projetos apoiados pela FBB (Fundação Banco do Brasil).
Em 1997, gravou o CD "Roberto Silva interpreta Orlando Silva", e participou do CD "Casa de samba" cantando com Fernanda Abreu o samba "Escurinho", de Geraldo Pereira.
No ano 2000, a gravadora EMI relançou uma parte do substancioso acervo da antiga Copacabana. Entre os lançamentos em CD estão seus quatro discos da série "Descendo o morro", que foram compilados em dois CD's. Nesse mesmo ano, participou do disco "Ganha-se pouco mas é divertido" de Cristina Buarque, sobre a obra do compositor fluminense Wilson Batista. Ao lado de Paulinho da Viola e Chico Buarque, participou do show de lançamento do disco no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, a convite do produtor Rildo Hora participou da coletânea "Casa de samba 4", CD no qual interpretou em dueto com Caetano Veloso a faixa "Juracy", de Antonio Almeida e Ciro de Souza, um de seus muitos sucessos de carreira.
Em 2002, particpou do show "O samba é minha nobreza", apresentado durante três meses no cinema Odeon na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Esse show resultou um CD duplo no qual interpretou obras como "O! Seu Oscar", de Wilson Batista e Ataulfo Alves; "Boogie woogie na favela", de Denis Brean; "Preconceito", de Wilson Batista e Marino Pinto, e "Mandei fazer um patuá", de Raimundo Olavo e Norberto Martins. Seu sucesso nesse show deu ensejo a que lançasse o CD "Volta por cima", pela Universal Music, música título de Paulo Vanzolini, além de obras de outras compositores como "Gosto que me enrosco", de Sinhô; "Nova ilusão", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano; "A primeira vez", de Bide e Marçal, "A Rita", de Chico Buarque, e "Normélia", de Raimundo Olavo e Norberto Martins, um de seus grandes sucessos. Ainda em 2002, participou do projeto "Olhares poéticos da música popular brasileira", realizado no Teatro Mário Lago no Colégio Pedro II em São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Em 2005, foi homenageado na quadra do SESC Madureira com o espetáculo "Roberto Silva - O príncipe do samba", evento que contou ainda com as presenças de Fafá Portela, Beto Caratoti e Tânia Malheiros. No mesmo ano, recebeu homenagem no programa "Palco iluminado" apresentado ao vivo no auditório da Rádio Nacional com as presenças de Délcio Carvalho, Monarco, Marquinhoz Diniz, Galocantô, Zé Ventura, Dóris Monteiro e Paulo Marquez. Participou ainda do programa "Palco iluminado" em homenagem ao cantor Orlando Silva na Rádio Nacional.
Em 2006, foi uma das atrações do programa "Palco iluminado" apresentado ao vivo do auditório da Rádio Nacional em homenagem à cantora Dóris Monteiro. Em 2008, em comemoração aos seus 70 anos de atividades artísticas realizou show na casa de espetáculos Carioca da Gema, no tradicional bairro boêmio carioca da Lapa, acompanhado do grupo Pé de Moleque. Na ocasião interpretou clássicos de seu repertório.
Em 2011, foi lançado o CD "Roberto Silva - Descendo o morro" com a remasterização dos LPs lançados respectivamente em 1958 e 1959 e que se tornaram clássicos da música popular. Em 2012, aos 92 anos de idade, fez show no palco do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, cantando o repertório de seu histórico LP "Descendo o morro", que daria ensejo a mais três volumes com o mesmo título.
Faleceu no Hospital Salgado Filho, no Méier, Rio de Janeiro, aos 92 anos de idade. O artista foi enterrado no cemitério de Inhaúma.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
O cantor e compositor Roberto Napoleão Silva nasceu no morro do Cantagalo, no bairro de Copacabana. Era filho do chapeleiro italiano Gilisberto Napoleão com a carioca Belarmina Adolfo.
Aos seis anos de idade o pai mudou-se com a família para o subúrbio de Inhaúma. A mãe o presenteou com uma flauta, que logo foi trocada por um violão. Mas como gostava de cantar, não aprofundou estudos em nenhum dos instrumentos. Frequentava as festinhas da vizinhança, cantando músicas de Pixinguinha, Benedito Lacerda e principalmente dos cantores da época, como Sílvio Caldas, Orlando Silva, de quem teria muita influência no estilo de cantar e Francisco Alves. Aos 12 anos começou a trabalhar numa marmoraria na Rua do Matoso, depois aprendeu e exerceu outras profissões, como lustrador de móveis e mecânico. Em 1936, foi trabalhar no Departamento de Correios e Telégrafos.
No final da década de 1930, começou a frequentar programas de auditório, como o de Celso Guimarães, Renato Murce, Henrique Batista, Barbosa Jr., além do programa de Ary Barroso, o mais famoso e exigente da época.
Em 1938, estreou no programa "Canta mocidade", da Rádio Guanabara, onde trabalhou até 1940. No ano de 1943, após fazer um teste na Rádio Mauá, cantando "Risoleta", de Raul Marques e Moacyr Bernardino, e a valsa "Neusa" de Antonio Caldas e Celso Figueiredo, foi contratado e permaneceu na emissora até 1946. Ali participou de vários programas, entre eles "Trabalhadores cantando". Nesse mesmo ano, gravou pela Continental seu primeiro disco, custeado pelos autores das músicas, os sambas "Ele é esquisito", de Walter Rodrigues, e "O errado sou eu", de Djalma Mafra. Ainda nesse mesmo ano, ingressou na Rádio Nacional, levado por Evaldo Rui e Haroldo Barbosa, onde permaneceu por um ano. Na década de 1940, foi convidado por Paulo Gracindo a fazer parte do elenco da Rádio Tupi, na qual o locutor oficial; Carlos José, o batizou de "O príncipe do samba". Em 1947, foi contratado pelo selo Star, no qual estreou cantando os sambas "Raiou a aurora", de Milton de Oliveira e Carvalhinho, e "Carolina", de Haroldo Lobo e David Nasser. Em 1948, obteve seus primeiro sucesso com o samba "Maria Teresa", de Altamiro Carrilho. No mesmo ano, gravou os sambas "Que dê meu samba", de Domingos Guimarães e Vicente Tonhoque, "Mandei fazer um patuá", de Raimundo Olavo e Norberto Martins, "Minha vizinha", de Cláudio Luiz, e "Trem de Caxias", de Estanislau Silva e Antenor Borges. No ano seguinte, gravou quatro composições do sambista Raimundo Olavo, os sambas "Você diz que é baiana", com Elpídio Viana; "Você foi fazer feitiço" e "Velho ditado", com J. Kleber, e "Juracy me deixou", com Oldemar Magalhães, outro grande sucesso. Gravou também o samba "Minha companheira", de Geraldo Pereira. Ainda no ano de 1949, participou do filme "Eu quero é movimento", de Luís de Barros. Gravou os sambas "Estou jogado fora", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano, e "Sou de circo", de Estanislau Silva e J. Gomes, em 1950, ano em que registrou da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, a marcha "O baile começa às nove", e a marcha-baião "Coitado do Antônio". No mesmo ano, gravou os sambas "Degraus da vida", de Nelson Cavaquinho e César Brasil, e "Ela não tem razão", de José Gonçalves e Abelardo Barbosa, conhecido como Chacrinha.
Gravou em 1951, com acompanhamento de Geraldo Medeiros e seu conjunto, os baiões "O baile começou", de Jorge Tavares e Geraldo Medeiros, e "Rainha do meu sertão", de Washington Fernandes e J. Mendonça. Em 1952, gravou os sambas "Dupla razão", de Del Loro, e "Felicíssimo", de Wilson Batista e Alberto Jesus; os baiões "Fogueira", de Joubert de Carvalho, e "Depois do baile", de Geraldo Medeiros e J. Tavares, e o samba-canção "Ex-filha de Maria", de Lupicínio Rodrigues. No ano seguinte, gravou, já com a gravadora Star transformada em Copacabana, a "Marcha do bobo", de Luiz de França, Ubirajara Mendes e Bené Alexandre, os sambas "Nunca mais", de Evaldo Rui e Gildásio Ferreira, "Coração de pedra", de Nelson Cavaquinho e César Brasil, e "Cabeça que não regula", de Mário Filho e H. Nogueira, e os baiões "A dança da fogueira" e "Mariquinha", da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Gravou em 1954, a marcha "Rico ri à toa", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas "Ficou chorando", da mesma dupla e Jorge Gonçalves; Deixe-me em paz", de Sebastião Gomes e Alcebíades Barcelos, e "Perdi você", de Raimundo Olavo e Silva Jr., que fez razoavel sucesso. Fez bastante sucesso nesse ano com a gravação do samba "Mãe solteira", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Junto com Cyro Monteiro, foi um dos sucessores do estilo de cantar samba sincopado, com rica divisão rítmica, lançada anteriormente por Luís Barbosa e Vassourinha, embora seu fraseado lembrasse Orlando Silva, seu cantor e modelo preferido. Gravou em 1955, os sambas "Lar desmoronado", de Raul Marques, Ermínio do Vale e Oldemar Magalhães, e "Fui boêmio", de Claudionor Cruz e José Utrini. Nesse ano, conheceu novos sucessos com duas composições que se tornaram clássicos da música popular brasileira, o samba-canção "Notícia", de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Norival Reis, e o "Samba rubro-nebro", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Para o carnaval de 1956, gravou os sambas "Me dê seu boné", de Wilson Batista e Jorge de Castro, e "Dolores", de Edgard Nunes e Zeca do Pandeiro. Nesse ano, gravou mais um samba com a temática do futebol, o "Samba do tri-campeão", de Wilson Batista e Jorge de Castro. Ao longo da carreira registrou inúmeras composições da dupla Wilson Batista e Jorge de Castro, como os sambas "Vagabundo" e "Levanta a moral", de 1957. Também nesse ano, fez bastante sucesso com o samba "Emília", de Wilson Batista e Haroldo Lobo. Lançou em 1958, o LP "Descendo o morro", o primeiro de uma série de quatro no qual interpretou sambas clássicos como "Agora é cinza", de Bide e Marçal; "Falsa baiana", de Geraldo Pereira; "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "Juracy", de Antônio Almeida e Cyro de Souza, e "Seu Libório", de Alberto Ribeiro e João de Barro. No ano seguinte, no LP "Descendo o morro volume 2", cantou "Aos pés da cruz", de José Gonçalves e Marino Pinto, "Chora, cavaquinho", de Dunga; "Se acaso você chegasse", de Lupiscínio Rodrigues e Felisberto Martins; "Cabelos brancos", de Marino Pinto e Herivelto Martins e "Escurinho", de Geraldo Pereira.
Em 1960, gravou em disco de 78 rpm a marcha-rancho "Ressurrreição dos velhos carnavais", de Lamartine Babo. Nesse ano, gravou o terceiro volume da série "Descendo o morro", que tinha entre outras, "Curare", de Bororó; "Juramento falso", de J. Cascata e Leonel Azevedo; "Boogie-woogie na favela", de Denis Brean; "Meu pecado", de Felisberto Martins e Lupiscínio Rodrigues, e "Errei...erramos", de Ataulfo Alves. Também nesse mesmo ano, lançou o LP "Eu...o luar e a serenata", com as valsas "Ave Maria", de Erotides de Campos; "Três lágrimas", de Ary Barroso; "Rosa", de Pixinguinha; "Mimi", de Uriel Lourival e "Arranha-céu", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. No ano seguinte, lançou o quarto volume da série "Descendo o morro", interpretando "Degraus da vida", de César Brasil, Antônio Braga e Nelson Cavaquinho; "Nossa vida", de Bené Guimarães e Rubens Machado; "Adeus, amor", de Luiz Jannuzzi e Gravia, e "Sombra do passado", de Ary Monteiro e Raimundo Olavo. Em 1962, gravou os boleros "Quem eu quero não me quer", de Raul Sampaio e Ivo Santos, e "Palavras de amor", de Paulo Borges. Gravou os sambas-canção "Serenata da chuva", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, e "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, e a marcha-rancho "Carnaval do Lalá", homenagem de Miguel Gustavo a Lamartine Babo em 1963. Lançou o LP "O príncipe do samba" dois anos depois, no qual interpretou obras como "Não adiante chorar", de Enezio Silva e Dario Aniceto; "Aparências", de Felisberto Martins e Almeidinha; "Fim do boêmio", de Antônio da Silva e Manoel Moreira, e "Diz a verdade todinha", de Roberto Faissal. Em 1964, saiu da Rádio Nacional. No ano seguinte, integrou o cast da Rádio Mayrink Veiga, onde chegou a ter um programa exclusivo e permaceu até 1966. Em 1967, foi novamente contratado pela Rádio Tupi. Lançou o LP "Receita de samba" em 1969, no qual gravou o samba "Fim de reinado", do então iniciante Martinho da Vila, além de "Na virada da montanha", de Ary Barroso e Lamartine Babo; "O bonde São Januário", de Ataulfo Alves e Wilson Batista, e "Meu pranto ninguém vê", de Zé da Zilda e Ataulfo Alves.
Foi contratado em 1970 pela emissora de televisão TV Excelsior, onde ficou por dois anos. Em 1973, gravou o LP "Saudade em forma de samba", com destaque para "Amigo leal", de Aldo Cabral e Benedito Lacerda; "Saudade dela", de Ataulfo Alves; "Da cor do pecado", de Bororó, e "Morena boca de ouro", de Ary Barroso. No ano seguinte, gravou o LP "Samba de morro", com destaque para "Lágrimas", de Blecaute; "Juro por Deus", de Zuzuca e Benedito Reis; "Minha moral", de Raul Morques e Paulo Gesta, e "Vida sem cor", de Barbosa da Silva e Délcio Carvalho. Seu posterior disco foi lançado em 1976, o LP "Roberto Silva interpreta Haroldo Lobo, Geraldo Pereira e seus parceiros", que tinha entre outros sambas, "Tristeza", de Haroldo Lobo e Niltinho; "Você está sumindo", de Jorge de Castro e Geraldo Pereira; "Juro", de Haroldo Barbosa e Milton de Oliveira; "Pisei num despacho", de Elpídio Viana e Geraldo Pereira, e "Acabou a sopa", de Geraldo Pereira e Garcez. Em 1978, lançou o LP "Protesto ao protesto" que trazia a clássica "Chuvas de verão", de Fernando Lobo, e outras composições de autores pouco conhecidos. Em 1979, gravou o LP "A personalidade do samba", no qual interpretou duas composições de sua autoria, "Trouxa", com Geraldo Barbosa e Miriam Nascimento, e "Não posso mais", com Geraldo Barbosa e Miriam Nascimento, além de "Amor inesquecível", de Ivone Lara.
Em 1985, gravou com a cantora Joyce o LP "Wilson Batista, o samba foi sua glória", no qual interpretou obras daquele compositor.
Em 1988, a convite do produtor Ricardo Cravo Albin, participou do álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", interpretando sambas e marchas carnavalescas com nomes de mulher. Alguns de seus discos, foram produzidos como brindes de empresas como FENAB (Federação Nacional de Associações Atléticas do Banco do Brasil) e projetos apoiados pela FBB (Fundação Banco do Brasil).
Em 1997, gravou o CD "Roberto Silva interpreta Orlando Silva", e participou do CD "Casa de samba" cantando com Fernanda Abreu o samba "Escurinho", de Geraldo Pereira.
No ano 2000, a gravadora EMI relançou uma parte do substancioso acervo da antiga Copacabana. Entre os lançamentos em CD estão seus quatro discos da série "Descendo o morro", que foram compilados em dois CD's. Nesse mesmo ano, participou do disco "Ganha-se pouco mas é divertido" de Cristina Buarque, sobre a obra do compositor fluminense Wilson Batista. Ao lado de Paulinho da Viola e Chico Buarque, participou do show de lançamento do disco no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, a convite do produtor Rildo Hora participou da coletânea "Casa de samba 4", CD no qual interpretou em dueto com Caetano Veloso a faixa "Juracy", de Antonio Almeida e Ciro de Souza, um de seus muitos sucessos de carreira.
Em 2002, particpou do show "O samba é minha nobreza", apresentado durante três meses no cinema Odeon na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Esse show resultou um CD duplo no qual interpretou obras como "O! Seu Oscar", de Wilson Batista e Ataulfo Alves; "Boogie woogie na favela", de Denis Brean; "Preconceito", de Wilson Batista e Marino Pinto, e "Mandei fazer um patuá", de Raimundo Olavo e Norberto Martins. Seu sucesso nesse show deu ensejo a que lançasse o CD "Volta por cima", pela Universal Music, música título de Paulo Vanzolini, além de obras de outras compositores como "Gosto que me enrosco", de Sinhô; "Nova ilusão", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano; "A primeira vez", de Bide e Marçal, "A Rita", de Chico Buarque, e "Normélia", de Raimundo Olavo e Norberto Martins, um de seus grandes sucessos. Ainda em 2002, participou do projeto "Olhares poéticos da música popular brasileira", realizado no Teatro Mário Lago no Colégio Pedro II em São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Em 2005, foi homenageado na quadra do SESC Madureira com o espetáculo "Roberto Silva - O príncipe do samba", evento que contou ainda com as presenças de Fafá Portela, Beto Caratoti e Tânia Malheiros. No mesmo ano, recebeu homenagem no programa "Palco iluminado" apresentado ao vivo no auditório da Rádio Nacional com as presenças de Délcio Carvalho, Monarco, Marquinhoz Diniz, Galocantô, Zé Ventura, Dóris Monteiro e Paulo Marquez. Participou ainda do programa "Palco iluminado" em homenagem ao cantor Orlando Silva na Rádio Nacional.
Em 2006, foi uma das atrações do programa "Palco iluminado" apresentado ao vivo do auditório da Rádio Nacional em homenagem à cantora Dóris Monteiro. Em 2008, em comemoração aos seus 70 anos de atividades artísticas realizou show na casa de espetáculos Carioca da Gema, no tradicional bairro boêmio carioca da Lapa, acompanhado do grupo Pé de Moleque. Na ocasião interpretou clássicos de seu repertório.
Em 2011, foi lançado o CD "Roberto Silva - Descendo o morro" com a remasterização dos LPs lançados respectivamente em 1958 e 1959 e que se tornaram clássicos da música popular. Em 2012, aos 92 anos de idade, fez show no palco do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, cantando o repertório de seu histórico LP "Descendo o morro", que daria ensejo a mais três volumes com o mesmo título.
Faleceu no Hospital Salgado Filho, no Méier, Rio de Janeiro, aos 92 anos de idade. O artista foi enterrado no cemitério de Inhaúma.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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