terça-feira, 27 de novembro de 2012

Bidu Sayão

(Itaguaí/RJ, 11-5-1902 ****** Rockport, Maine,EUA, 13-3-1999)

Balduína de Oliveira Sayão, mais conhecida como Bidu Sayão foi uma célebre intérprete lírica brasileira.

Bidu Sayão começou estudando canto com Elena Teodorini, uma romena que então vivia no Brasil, e que a levou para a Romênia, onde ela continuou seus estudos. Mais tarde foi para Nice na França onde foi aluna de Jean de Reszke, um tenor polonês que ajudou a consolidar sua técnica vocal.

Bidu Sayão estreou em 1926 no Teatro Costanzi de Roma, no papel de Rosina em "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini. Sua estréia no Metropolitan Opera House de Nova Iorque se deu em 1937 no papel de Manon na ópera de Massenet. Foi parte do elenco do Metropolitan durante muitos anos.

Arturo Toscanini era seu admirador, referindo-se a ela como la piccola brasiliana. Em fevereiro de 1938 cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Roosevelt lhe ofereceu a cidadania estadunidense, mas ela recusou na hora. De acordo com a mesma, "no Brasil eu nasci e no Brasil morrerei".

Consta que Bidu Sayão apresentou-se pela última vez no Rio de Janeiro em 1937, bem antes do término de sua carreira, porque ali foi vaiada durante a apresentação ao cantar Pelléas et Mélisande no Municipal do Rio. Diz-se que a vaia teria sido organizada pela claque da meio-soprano Gabriella Besanzoni Lage, cujo sucesso na Carmen eles não desejavam que fosse empanado pela carioca que vinha dos Estados Unidos coberta de louros. Entretanto neste mesmo ano, 1937, arrebatou a platéia do Metropolitan de Nova Iorque com a sua interpretação da Manon de Jules Massenet. O país onde nasceu não soube entender aquilo que o país que a acolheu recebeu com entusiasmo, e a amargura desse fato talvez só tenha sido abrandada na comovente homenagem que no Brasil recebeu em 1995.

Bidú Sayão foi homenageada pela Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis em 1995, emocionando o público presente na avenida. Ela veio no último carro alegórico O CISNE NEGRO, visivelmente emocionada, sentada num trono cuidadosamente preparado para ela.Quem viu não esquecerá jamais, um dos momentos mais emocionantes já visto na Marquês de Sapucaí.

Além da baixa estatura, Bidu Sayão tinha uma voz que a tornava mais adequada para os papéis femininos mais delicados e graciosos. Entre os papéis nos quais ela mais se destacou, podemos mencionar Mimì em "La Bohème", de Puccini, Susanna em "As Bodas de Fígaro", de Mozart, Zerlina em "Don Giovanni", Violetta em "La Traviata", de Verdi, Gilda em "Rigoletto", Zerbinetta em "Ariadne auf Naxos", de Richard Strauss, e os papéis femininos principais em "Roméo et Juliette", de Gounod e "Pelléas et Mélisande", a única ópera de Debussy.

Entretanto ela morreu de pneumonia nos Estados Unidos em 1999, antes de completar 97 anos, sem realizar um de seus desejos: rever a Baia de Guanabara. Havia uma viagem agendada para este propósito no ano de seu centenário, mas a soprano faleceu antes disso. Ao morrer morava na cidade de Lincolnsville, no estado americano do Maine, onde residiu grande parte de sua vida.

Fonte: Wikipédia

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