domingo, 25 de novembro de 2012

Luiz Americano

(Aracaju/SE, 27/2/1900 ******** Rio de Janeiro/RJ, 29/3/1960)

Seu pai, Jorge Americano, era mestre de banda na cidade de Aracaju. Com o pai começou a estudar música com 13 anos de idade.

Em 1918 foi servir ao Exército e entrou para a Banda de seu quartel. Pouco depois foi tranferido para Maceió e passou a servir no 20º Batalhão de Caçadores. Em 1921 foi transferido para o 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro.

A partir da década de 20 gravou e se apresentou com as mais importantes orquestras do período, como as de Justo Nieto, Romeu Silva, Simon Boutmann, Raul Lipoff e outras, além de atuar em inúmeros conjuntos regionais.

Em 1923, gravou um disco não comercial, um registro particular feito para Andreosi, regente italiano que desejava levar para seu país um disco brasileiro.

Depois de uma temporada trabalhando na Argentina, Luiz voltou ao Rio e fundou um dos primeiros conjuntos de jazz a surgirem no Brasil. Por não gostar de viajar deixou de acompanhar Carmen Miranda nos Estados Unidos, no entanto mesmo sem ter ido à terra do jazz, ganhou elogio do mestre do clarinete Benny Goodman.

Em 1940, convidado por Villa-Lobos, participou da gravação a bordo do navio "Uruguai", para o disco "Native Brazilian Music", idealizado e dirigido pelo maestro norte-americano Leopold Stokowski. Foi também compositor e tocou em orquestras de rádios e dancings.

Luiz Americano era veterano quando gravou o LP "Chora Saxofone" para a RCA Victor em 1958, ao lado de um conjunto regional para registrar um apanhado sublime de choros e valsas. Na maioria composições próprias anteriormente gravadas, ao lado de números de Joubert de Carvalho, Eduardo Patané e outros.

Em 1954, Ary Barroso em entrevista para a "Revista da música popular" o citou como um dos mais importantes músicos da música popular brasileira. No começo dos anos 1960, a RCA lhe prestou homenagem editando elepê pelo selo CAMDEN com seus maiores sucessos.

O seu último disco - "Por que choras, saxofone?" -, gravou-o há seis meses, quando já estava bem doente. Os diagnósticos não chegaram a apontar com segurança a moléstia que o fez sucumbir, embora a opinião dos médicos que o assistiram se inclinasse pela cirrose."

Em 2001, foi homenageado pelo selo Intercdrecords com o CD "Luiz Americano - Saxofone, por que choras? No qual aparecem 14 interpretações suas, entre as quais "Saxofone, por que choras?", de Ratinho; "Aurora", de Zequinha de Abreu e Ruy Borba; "Lágrimas de virgem" e "É do que há", de sua autoria e "Macumbeiro", dos Irmãos Orlando, além de "Minha lágrima", "Sorriso de cristal" e "A dança do calango", de Érica Rego.

Fonte: Bossa-brasileira blogspot / Dicionário Cravo Albin da MPB.

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