(São Paulo/SP, 17/12/1924 ********* Rio de Janeiro/RJ, 14/12/1987)
Nascida Neide Hor-Meyll Fraga, assumiu o nome artístico de Neide Fraga.
Iniciou sua atividade artística em 1942 apresentando-se no programa de calouros "Hora da peneira", da Rádio Cultura de São Paulo. Apresentava-se também nos programas matinais da Rádio Cruzeiro do Sul.
Nos dois anos seguintes atuou na Rádio Bandeirantes e posteriormente na Record.
Em 1950, fez sua primeira gravação para o selo Elite-Special registrando a toada "Triste adeus", de Rômulo Pais e o baião "Eh! Boi", de Hervé Cordovil. Lançou em seguida o samba "Meu romance", de Sereno; o samba canção "Quando alguém vai embora", de Cyro Monteiro e Dias da Cruz e com o conjunto vocal paulista Demônios da Garoa a marcha "Quando chega o natal", de Sereno. Neste mesmo ano, recebeu o Prêmio Roquette Pinto.
Em 1951 gravou o baião "Tá moiado, tá", de Rômulo Paes, Adoniran Barbosa e Delê. No ano seguinte, gravou a toada baião "Esta noite serenou", de Hervê Cordovil, o samba ""Perdão amor" e o samba canção "Revelação", os dois de Ivon Curi.
Lançou grandes sucessos pela gravadora Odeon. Seu primeiro registro nesse selo foi a música "Baião de Ana", de R. Vatro e J. C. Rocha realizado em 1953, incluída no filme italiano do mesmo nome e que obteve repercussão internacional. No mesmo ano, gravou o fox trot "Jambalaya", de Williams, com versão de Edair Badaró.
Entre 1953 e 1958, gravou na Odeon um total de 13 discos (26 músicas). Em 1954, voltando de uma excursão à Argentina, foi mais uma vez agraciada com o Prêmio Roquette Pinto. No mesmo ano, gravou o baião "Xodó, xodó", de Humberto Teixeira. Em 1956 gravou o baião "Pé de jambo", de Mário Vieira e Luiz Alexandre. Em 1959, passou a gravar na Continental onde realizou quatro discos. Sua primeira gravação na nova gravadora incluiu o rock balada "Estúpido cupido", de Greenfield e Neil Sedaka, com versão de Fred Jorge e o samba "Dorme, neném!", de Sereno.
Em 1960, gravou o samba canção "Leva-me contigo", de Dolores Dura. Dentre seus maiores sucessos, destacam-se "Quando alguém vai embora", de Cyro Monteiro e Dias da Cruz e "Minha infância", de Hervé Cordovil e Marisa Pinto Coelho.
Em 1963, gravou um disco na Phillips sem maior repercussão. A partir de então, praticamente não aparecia na mídia, apresentando-se esporadicamente, em ocasiões especiais.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB
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