(Salvador/BA, 28 de junho de 1945 — São Paulo/SP, 21 de agosto de 1989)
Raul dos Santos Seixas nasceu em Salvador BA em 28 de Junho de 1945.
Sua grande influência foi o rock-and-roll da década de 1950 que ouviu muito nos discos emprestados pelos vizinhos, funcionários do consulado norte-americano em Salvador.
Aos 12 anos, fundou o conjunto "The Panthers" (mais tarde "Os Panteras"), primeiro grupo de rock de Salvador a usar instrumentos elétricos, passando a tocar em cidades do interior baiano.
Começou a estudar direito, mas abandonou o curso para se dedicar a música.
Em 1967, Jerry Adriani apresentou-se ao vivo em Salvador, acompanhado pelos Panteras, e se entusiasmou com o grupo, convencendo-os a se mudarem para o Rio de Janeiro RJ, onde gravaram pela Odeon (mais tarde EMI) seu primeiro disco LP, "Raulzito e os Panteras".
De 1968 a 1972 trabalhou como produtor da CBS. Produziu e lançou, em 1971, o LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez", com músicas de sua autoria e em parceria com Sérgio Sampaio, tendo ambos como intérpretes ao lado de Míriam Batucada e Edy Star.
Apresentou-se no VII FIC (transmitido pela TV Globo) em 1972, com duas músicas, "Let Me Sing, Let Me Sing" e "Eu sou eu, Nicuri e o Diabo".
Contratado em 1972 pela Philips, gravou o LP "Os 24 Grandes Sucessos da Era do Rock", no qual aparecia creditado apenas como produtor e arranjador (em 1975, com Raul já famoso, este LP seria relançado com seu nome e novo título, "20 anos de Rock").
Seu primeiro grande sucesso como interprete foi "Ouro de Tolo", em 1973, incluída em seu primeiro LP solo "Krig-há, Bandolo!", do mesmo ano e que incluiu outros êxitos, como "Metamorfose Ambulante", "Mosca na Sopa" e "Al Capone" (com Paulo Coelho). Seu sucesso se consolidou com os três LPs seguintes, "Gîtâ "(1974), "Novo Aeon" (1975) e "Há Dez Mil Anos Atrás" (1976).
No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gîtâ e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha.
Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon".
Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", e tem sua segunda filha, Scarlet.
Mudando-se em 1977 para a Warner (que inaugurava sua filial brasileira), gravou três LPs: "O Dia em que a Terra Parou" (1977), que inclui "Maluco Beleza" (com Cláudio Roberto), que se tornaria um hino da geração hippie, "Mata Virgem" (1978) e "Por Quem os Sinos Dobram" (1979).
A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem se casa, após abandonar a segunda esposa.
No ano de 1979, separa-se de Tania e conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, com quem se casa pouco tempo depois.
Em 1981, nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.
Seus dois discos seguintes ("Raul Seixas" - 1983 e "Metrô linha 743" - 1984) e o livro "As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor" fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.
Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro daquele ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Caetano do Sul. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.
Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nessa época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir daquele ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).
Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo ("A Pedra do Gênesis"). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco.
No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.
O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado "A Panela do Diabo", que foi lançado pela Warner Music Brasil dois dias antes da sua morte.
Raul Seixas faleceu dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite fatal.
O LP " A Panela do Diabo" vendeu mais de um milhão de cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP).
Com público dos maiores e mais fiéis, foi o primeiro artista brasileiro a ter um LP organizado e lançado por um fã-clube, a coletânea de gravações raras "Let Me Sing my Rock-and-Roll" (1985, mais tarde encampada pela Polygram com título "Caroço de Manga"), e, mesmo após sua morte, continua exercendo influência, com músicas regravadas por artistas tão diversos quanto Caetano Veloso ("Ouro de Tolo"), Irmãs Galvão ("Tente outra Vez"), Margareth Meneses ("Mosca na Sopa"), Deborah Blando ("A Maçã") e o grupo RPM ("Gîtâ").
Em 1995, várias homenagens marcaram seu aniversário – faria 50 anos. Foram lançados um livro, "O Trem das Sete", Editora Nova Sampa, e um CD, "Sociedade Grã-Kavernista Apresenta Sessão das Dez", reedição do LP de 1971.
Fontes: Sites Raul Seixas, Raul Rock Seixas, MPB Net, Wikipédia.
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