Rio de Janeiro/RJ, 27 de agosto de 1902 ******** Rio de Janeiro/RJ, 10 de novembro de 1971)
Alberto Ribeiro da Vinha era o nome completo do cantor e compositor Alberto Ribeiro. Iniciou sua carreira fazendo músicas para o bloco carnavalesco "Só de Tanga", do qual participava. Sua primeira composição editada foi o samba "Água de coco" (com Antônio Vertulo), em 1923.
Transferiu-se para o bairro do Estácio, onde conheceu Bide, com quem compôs algumas músicas. Por essa época, iniciou curso de engenharia, que logo abandonou pela medicina.
Em fins de 1929, organizou o Grupo dos Enfezados, do qual participava como cantor, integrado por Sátiro de Melo (violão), Nelson Boina (cavaquinho) e Mesquita (violão). Por influência de Eduardo Souto, o grupo gravou dois discos, na Odeon, em 1930. Formou-se médico em 1931 e especializou-se em homeopatia. Em 1933, como cantor, gravou "As Brabuleta" (de sua autoria), na Columbia.
Em parceria com Nássara, em 1934 fez a marchinha "Tipo sete", cujo tema era o mercado do café, que, gravada por Francisco Alves na Odeon, obteve o primeiro lugar no concurso da prefeitura naquele ano.
Em 1935, conheceu João de Barro, através do editor Mangione, que os convidou para musicar o filme carnavalesco "Alô, alô, Brasil", do norte-americano Wallace Downey. A partir de então, tornaram-se parceiros constantes e, ainda em 1935, lançaram sua primeira composição, "Deixa a lua sossegada", gravada por Almirante.
Juntos, continuaram a trabalhar em cinema, como autores de trilhas sonoras de vários filmes carnavalescos e, às vezes, como diretores e argumentistas. Entre os filmes de que participaram, como argumentistas, destacam-se, além de "Alô, alô, Brasil" (1935), "Estudantes" (1935), com direção de Wallace Downey, e "Alô, alô, Carnaval" (1936), com direção de Ademar Gonzaga.
Tendo ainda João de Barro como parceiro, em 1935 compôs "Seu Libório", choro gravado em 1941 por Vassourinha, na Columbia.
Também de 1935 é a marcha junina "Sonho de papel" (com João de Barro), grande sucesso, que fez parte da trilha sonora do filme "Estudantes" e foi gravado por Carmen Miranda em 1935, na Odeon.
Em 1937 compôs "Cachorro vira-lata", samba-choro gravado por Carmen Miranda. Em 1938, compôs "Yes! nos temos bananas" (com João de Barro), gravada por Almirante, na Odeon (regravada em 1967 por Caetano Veloso, na Philips); do outro lado desse mesmo disco, Almirante interpretou sua marcha "Touradas em Madrid" (com João de Barro), e ambas foram grande sucesso no Carnaval de 1938.
"Touradas em Madrid" chegou a vencer um concurso carnavalesco em 1938, mas a competição foi anulada sob a alegação de que se tratava de um paso doble e, portanto, de música estrangeira. Em seu lugar, venceu a música "Pastorinhas" (João de Barro e Noel Rosa).
Em 1943, continuando a parceria com João de Barro, fez a marcha "China Pau", gravada por Castro Barbosa.
Em 1946, o cantor estreante Dick Farney lançou, pela Continental, o samba-canção "Copacabana", um dos maiores sucessos da dupla.
No ano de 1948, a marcha Tem gato na tuba (com João de Barro) obteve grande êxito, na voz de Nuno Roland, e, no ano seguinte, "Chiquita bacana", da mesma dupla, gravada por Emilinha Borba, foi uma das músicas mais cantadas do Carnaval.
Em 1956, o compositor lançou um LP de dez polegadas, pela Continental, chamado "Aviso aos navegantes", em que interpretou 16 músicas de sua autoria, todas de cunho social.
Por problemas cardíacos, em 1959 aposentou-se como médico, profissão que exercia em caráter humanitário, cobrando preços simbólicos pelas consultas.
Em Janeiro de 1967, prestou depoimento sobre sua vida ao Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro.
Veio a falecer em 10.11.1971 deixando uma obra espantosa com mais de 400 composições.
Fonte: Collector Studios Ltda.
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