(Laguna, Santa Catarina em 10 de outubro de 1933 - Rio de Janeiro em 06 de agosto de 2009).
Anilza Pinho de Carvalho era o verdadeiro nome de Anilza Leoni.
Foi vedete, cantora, atriz e pintora.
Com a morte do pai, sua família foi obrigada a se mudar para o Rio de Janeiro. Anilza chegou à capital com sua mãe e irmãos, e, logo, foi internada no Colégio Ruy Barbosa.
A menina fez seus estudos regulares até que foi obrigada a trabalhar para sustentar a família, já que sua mãe adoecera. Tinha, então, 15 anos e trabalhou como datilógrafa e secretária por um curto período de tempo.
A beleza de Anilza chamou a atenção de um amigo que a convidou para participar de um concurso, o ''Miss Sereia'', em 1949, aos 16 anos. Além de ganhar o concurso, escolheu seu sobrenome artístico: 'Leoni', em homenagem ao jogador Leônidas.
Mais tarde, começou a trabalhar como girl, num dos shows de Renata Fronzi e César Ladeira, os 'Café-Concerto'.
Mesmo sendo menor, e escondida da família, Anilza Leoni conseguiu trabalhar simultaneamente nos shows noturnos, e na revista ''Zum! Zum!'', na companhia de Dercy Gonçalves. Sua mãe descobriu o 'trabalho' da menina, e a retirou do palco, pelas orelhas, durante o espetáculo de Dercy. A menina não desistiu e continuou trabalhando como girl, em outras revistas, agora acompanhada da mãe.
Fez vários shows noturnos e integrou o grupo de balé da 'Boate Pigalle'. Começou a ser notada e logo vieram suas primeiras falas nas revistas.
Entre os espetáculos que participou, destacam-se ''Acontece Que Sou Baiano'' (1953), e ''Feitiço na Vila'' (1953).
Sua grande chance veio em 1954, ao substituir Dorinha Duval na revista ''Carrossel de 53'', da Boate 'Night and Day'. A partir daí, consolidou-se como uma das maiores vedetes do Brasil, tendo trabalhado com Carlos Machado, Zilco Ribeiro, Walter Pinto, Miguel Khair e outros grandes empresários. Destacava-se por sua graça e beleza, estrelando diversas revistas, como ''TV Para Crer'' (1959), e ''Aperta o Cinto!'' (1956).
Em 1957, estreou em disco, seguindo uma certa tendência da época que era a de atrizes do teatro de revistas gravarem discos embora quase nunca seguissem na carreira de cantoras, pela gravadora pernambucana Mocambo. Na ocasião, gravou "Abdula e Abdala", marcha de Nássara e Dunga, e "Você Fracassou", samba de Ary Barroso.
Em 1959, gravou na Todamérica com acompanhamento de orquestra e coro as marchas "Sputinik", de Mário Barcelos e Airton Coelho alusiva ao famoso satélite soviético lançado ao espaço um pouco antes dando início à corrida espacial, e "Tem nheco nheco na lua", de Jamile Kimus e Santos Bizarro que seguia temática semelhante. Em 1960, gravou pelo selo Sideral o samba "Castigo bom", de Hianto de Almeida e Otávio Teixeira, e o samba-canção "Quero xodó", de Hianto de Almeida e Francisco Anísio.
Por volta de 1963, gravou no pequeno selo Albatroz a marcha "Terezinha", de Wilson Batista e José Batista, e o samba "Eu já chorei", de Rossini Pacheco e Marion França. Em 1964, fez sucesso na comédia musical italiana "Boa Noite Bettina" de Giuseppe Marotta, encenada em São Paulo.
Em 1985, atuou na nova "A gata comeu", da TV Globo e cinco anos depois, na novela "Barriga de aluguel", também na TV Globo. Apesar de ter gravado composições de autores consagrados como Ary Barroso, Nássara, Dunga, Hianto de Almeida e Francisco Anísio não obteve grande destaque como cantora mas sim como atriz e vedete.
Nos anos que antecederam sua morte, participou esporadicamente de televisão, fazendo pontas em novelas (''Porto dos Milagres'', ''Desejos de Mulher''). No Teatro, aparecia com certa frequência.
Participou do longa-metragem ''Chega de Saudade'', de Laís Bodanzky, onde dividiu a cena com Leonardo Villar, Betty Faria e outros veteranos.
Anilza Leoni morava sozinha no Bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Tem uma filha e uma neta que moram nos EUA. Reunia-se, semanalmente, com suas amigas, e antigas vedetes, para jogarem buraco, e botar a conversa em dia. Maria Helena Dias, Sandra Sandré e tantas outras partilhavam a atividade.
Em 2008, a atriz fez uma pequena participação da minissérie "Queridos Amigos" (Globo), e, no final do mesmo ano voltou à TV em um dos episódios do seriado "Casos e Acasos", também na Globo.
Anilza Leoni faleceu aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Na semana anterior à sua morte, quando se preparava para a estreia da peça "Mário Quintana - O Poeta das Coisas Simples", que vinha ensaiando em São Paulo, Anilza sentiu-se mal. Convivendo há anos com um enfisema pulmonar, ela voltou para o Rio de Janeiro com problemas respiratórios e foi internada no Hospital do Irajá, onde morreu.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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