domingo, 25 de novembro de 2012

Deo

(Rio de Janeiro/RJ, 26/1/1914 ******** Rio de Janeiro/RJ, 23/9/1971)

Ferjalla Rizkalla, artisticamente conhecido como Deo, foi um cantor e compositor brasileiro.

Filho de comerciante, em 1929 mudou-se com a família para São Paulo/SP. Trabalhava no comércio e estudava contabilidade, mas gostava de cantar tangos em festas e serenatas, numa das quais conheceu o maestro Gaó, em 1932, que o convidou para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul. Passou a atuar num programa de amadores da emissora. Seu apelido foi escolhido pelos ouvintes de um programa de Celso Guimarães. Cantou tangos durante três anos, até passar para o samba.

Em fins de 1934 empregou-se como discotecário na Rádio Record e também participava como cantor dos programas da emissora, gravando em 1936 seu primeiro disco, na Columbia: o samba-choro "Cantando" (João Pacífico) e o samba-canção "Vendedora de flores" (Ari Machado). Ainda em 1936, gravou outro samba de sucesso: "Sinto lágrimas" (Francisco Malfitano e Aloísio Silva Araújo). Mais tarde obteve sucesso com "Um amor que passou" (uma das primeiras composições de Adoniran Barbosa, parceria com Eratóstenes Frazão) e, para o Carnaval de 1938, "Falseta negra" (adaptação do hino Fascerta nera).

Em fins do mesmo ano, levado para o Rio por Ary Barroso, foi contratado pela Odeon e em dezembro gravou a marchinha carnavalesca "A casta Suzana" (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), uma das mais cantadas no Carnaval de 1939.

Gravou mais 12 discos na Odeon, destacando-se o samba "De qualquer maneira" (Noel Rosa e Ary Barroso), 1939, e a marcha "Veneno" (Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho), para o Carnaval de 1940.

Por essa época já era cantor bem sucedido, sendo inclusive apelidado O Ditador de Sucessos. Ainda em 1940 tornou-se conhecido como compositor, com a gravação da valsa "Súplica" (com Otávio Gabus Mendes e José Marcílio), lançada com grande sucesso por Orlando Silva em disco da Victor.

Em março de 1942 recomeçou a gravar na Columbia. No mesmo ano excursionou ao Nordeste com grande sucesso e gravou "Mulher de luxo" (Newton Teixeira e Edelir Gameiro), "Eu te agradeço" (Mário Lago e Benedito Lacerda), o samba-exaltação "Brasil, usina do mundo" (João de Barro e Alcir Pires Vermelho), "Até parece que eu sou da Bahia" (Roberto Martins e José Batista), este um dos maiores êxitos de sua carreira.

Seu sucesso de 1944 foi "Terra seca" (Ary Barroso). Em 1947 gravou o samba-canção "Nervos de aço" (Lupicínio Rodrigues). Por essa época, seus sucessos começaram a rarear. Continuou cantando em rádio e gravou LPs, trabalhando como diretor artístico da etiqueta Rádio até 1961, cargo que ocupou também no ano seguinte, na Estúdio F.

Doze dias antes de falecer regravou para o fascículo da Abril Cultural sobre Haroldo Lobo (série História da música popular brasileira), os sambas da dupla Haroldo Lobo e Wilson Batista, "Alô pandeiro" (Não é economia) e "E o cinqüenta e seis não veio", gravados originalmente por ele mesmo em 1943 e 1944. Ao todo, gravou, em 78 rpm, 136 discos com 263 músicas.

Fonte: MPB Cifra antiga.

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