(Olinda/PE, 20 de setembro de 1919 ****** São Paulo/SP, 12 de agosto de 1986)
Gilvan de Assis Chaves, ou simplesmente, Gilvan Chaves, foi um cantor, compositor e instrumentista brasileiro.
Desde a infância demonstrou interesse pela música fazendo apresentações familiares. Aos 13 anos cantou em público pela primeira vez no colégio Pio X em Olinda. Aos 17 começou a estudar violão. Nesse período fez sua primeira composição, "Tiro errado", que não chegou a ser gravada.
Em 1944 começou a atuar no programa "Divertimentos Guararapes", produzido por Ziul Matos na Rádio Clube de Pernambuco, onde tocava violão e cantava toadas e cantigas de caráter regional.
Fez parte dos conjuntos vocais Titulares do Ritmo, Os Boêmios e do Conjunto Paraguaçu. Em 1949 participou da inauguração da Rádio Jornal do Comércio.
Em 1951 atuou na inauguração da Rádio Tamandaré. Em 1952 foi para o Rio de Janeiro, onde passou a atuar. Em 1954 teve a toada "Prece ao vento", parceria com Alcir Pires Vermelho e Fernando Luiz, gravada na Continental pelo Trio Nagô, que passou a ser, a partir de então, um clássico da MPB, muitas vezes até confundida com a excepcional obra praieira de Dorival Caymmi. No mesmo ano passou a atuar na Rádio e na Televisão Tupi.
No ano de 1955 gravou na Mocambo seu primeiro disco, interpretando de sua autoria o baião "Pregões do Recife" e a canção "Morena praieira". No mesmo ano gravou o xote "Casamento aprissiguido", de Rui Morais e Silva. Por essa época fez excursões ao Norte e Nordeste do país, atuando em rádios, tvs e clubes, cantando e contando histórias de humor.
Em 1956 gravou na Columbia o samba "Maracangalha", de Dorival Caymmi e o xote "Samba de brejo", de Rui Morais e Silva. No mesmo ano o Trio Nagô gravou na Continental, de sua autoria, a toada "Mocambo de paia". No ano seguinte, gravou de Manezinho Araújo o samba "A nega do doce". No ano seguinte teve o xote "Quem é que vai", gravado por Jair Alves na RCA Victor.
Ainda na década de 50, em 1958 gravou da dupla Venâncio e Corumba o xote "Ação de despejo" e a toada "Saudade não mata ninguém". No mesmo ano lançou o LP "Encantos do Nordeste", com contracapa assinada por Luís da Câmara Cascudo. Na mesma ocasião ingressou como membro-titular na Sociedade Brasileira de Folclore. No ano seguinte gravou os frevos "O boteco da Otília" de Valter Levita e Orlando Trindade e "Eu quero cafuné", de sua autoria e Oldemar Magalhães.
Em 1960 passou a gravar na RCA Victor onde registrou de sua autoria o coco "Riqueza de pescador" e de sua parceria com Oldemar Magalhães, o baião "Fé em Deus".
Ganhou do Jornal Diário da Noite, medalha de ouro como melhor cantor de folclore. Pelo mesmo motivo ganhou o prêmio Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Já na década de 70, em 1975, Gilvan Chaves teve lançado pela Rozenblit um LP com seus maiores sucessos.
Trabalhou como apresentador e também como produtor na Rádio Nacional de Brasília. Ao longo da carreira gravou cerca de seis LPs.
Em 1994 teve a música "O meu país", parceria com Orlando Tejo e Livardo Alves, gravada por Flávio José no LP "Nordestino lutador". Em 2000 a mesma composição foi regravada por Zé Ramalho no CD duplo "Nação nordestina".
Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.
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