(Caxambu/MG, 4 de dezembro de 1939 ******* Rio de Janeiro/RJ, 1985)
Maria Aparecida Martins, mais conhecida apenas como Aparecida, interressou-se por música ainda criança, aprendendo com os mais velhos da família os ritmos africanos.
Em 1949, a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Trabalhou como passadeira em casas de família no bairro de Vila Isabel. Em 1952, já compunha as primeiras músicas. Pouco tempo depois, Salvador Batista levou-a para ser incluída como passista de seu grupo no programa "A Voz do Morro", onde permaneceu por dez anos.
No início da década de 1960, foi convidada a participar do filme "Benito Sereno e o Navio Negreiro", pelo qual recebeu de prêmio uma viagem a França, onde se apresentou em uma boite cantando, pela primeira vez, suas próprias composições. Em 1965, voltou ao Brasil e venceu o Concurso de Música de Carnaval do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro. Neste ano, ganhou também o III Festival de Música de Favela, com o samba "Zumbi, Zumbi".
Em 1968, compôs "A sonata das matas" para a Escola de Samba Caprichosos de Pilares. Foi a segunda mulher, depois de Dona Ivone Lara, a compor um samba-enredo vencedor dentro de uma escola de samba.
No ano de 1974, participou do LP "Roda de samba", lançado pela CID, que reunia vários sambistas, onde gravou as músicas "Proteção" (Davi Lima e Pinga) e "Rosas para Iansã" (Josefina de Lima). Seu maior destaque foi a composição "Boa-noite". Em 1975, também pela CID, lançou o primeiro LP individual, "Aparecida", no qual interpretou várias músicas suas, como "Talundê" (c/ Jair Paulo), "Tereza Aragão", "Meu São Benedito", "Inferno verde", "Nanã Boroquê", "Segredos do mar", as duas últimas em parceria com Jair Paulo, e ainda uma adaptação do folclore "A Maria começa a beber". Em 1976, gravou o LP "Foram 17 anos", lançado pela CID, no qual interpretou várias composições de sua autoria, entre elas "17 anos", "Grongoiô, propoiô" (c/ João R. Xavier e Mariozinho de Acari) e "Diongo, mundiongo".
Em 1977, lançou o disco "Grandes sucessos" e nos anos seguintes gravou pela RCA os LPs "Cantigas de fé" (1978) e "13 de maio" (1979), no qual interpretou, além da canção título, "Aleluia Dom Miguel", "Mussy gatana", "Ceará" e "Indeuá matamba", todas de sua autoria. Em 1980, lançou o disco "Os Deuses Afros", que incluiu as músicas "Se segura Zé" (c/ Kacik) e outras composições suas gravadas em LPs anteriores.
No ano de 1996, a gravadora CID relançou em CD o disco "Aparecida, Samba, Afro, Axé".
Fonte: Site cantoras do Brasil
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